Propósito deste Blog.
Este blog tem o propósito de ajudar os irmãos Católicos a exclarecer sertas dúvidas e questionamentos que a Igreja Católica vem enfrentando nestes últimos tempos. Jesus já disse que a Igreja iria enfrentar isso, então irei defender os principios da fé assim como São Luís, da França os defendeu. Por esse motivo que o nome do Blog é este, pois a Igreja, mesmo sendo atacada por dois mil anos, sobrevive até hoje. Nem uma instituição ou governo teve uma lista de líderes por tanto tempo como a Igreja Católica teve. Nossos Papas cuidam da nossa fé para levar as almas ao céu através da verdade que Cristo deichou para a Igreja Católica, por isso criei este Blog para exclarecer estes questionamentos e perguntas que surgem a todo momento.
OBS: Este Blog, não foi feito para debates, qualquer estimulo de debate que for notado nos comentários será deletado, independentemente de ser católico ou não.
Todos os artigos deste blog, poderam ser publicados, dês de que seja revelada a fonte e o autor deles.
Talvez eu modifique os meus textos dando mais conteúdo a eles, por isso não se assuste se notar algo diferente neles.
Oração a São Luís, da França:
"Ó Deus, que transferistes São Luís dos cuidados de um reino terrestre à glória do Reino do Céu, concedei-nos, por sua intercessão, desempenhar nossas tarefas de cada dia, e trabalhar para a vinda do vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."
Pai nosso... Ave Maria... Gloria ao Pai..
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Talvez eu modifique os meus textos dando mais conteúdo a eles, por isso não se assuste se notar algo diferente neles.
Oração a São Luís, da França:
"Ó Deus, que transferistes São Luís dos cuidados de um reino terrestre à glória do Reino do Céu, concedei-nos, por sua intercessão, desempenhar nossas tarefas de cada dia, e trabalhar para a vinda do vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."
Pai nosso... Ave Maria... Gloria ao Pai..
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Ateus e ateus.
Ateus e ateus
Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 15 e março de 2007
Há dois tipos de ateus: os que não acreditam que Deus existe e os que acreditam piamente que Deus não existe. Os primeiros relutam em crer naquilo de que não têm experiência. Os segundos não admitem que possa existir algo acima da sua experiência. A diferença é a mesma que há entre o ceticismo e a presunção de onissapiência.
Acima da distinção de ateus e crentes existe a diferença, assinalada por Henri Bergson, entre as almas abertas e as almas fechadas. Vou explicá-la a meu modo. Como tudo o que sabemos é circunscrito e limitado, vivemos dentro de uma redoma de conhecimento incerto cercada de mistério por todos os lados. Isso não é uma situação provisória. É a própria estrutura da realidade, a lei básica da nossa existência. Mas o mistério não é uma pasta homogênea. Sem poder decifrá-lo, sabemos antecipadamente que ele se estende em duas direções opostas: de um lado, a suprema explicação, a origem primeira e razão última de todas as coisas; de outro, a escuridão abissal do sem-sentido, do não-ser, do absurdo. Há o mistério da luz e o mistério das trevas. Ambos nos são inacessíveis: a esfera de meia-luz em que vivemos bóia entre os dois oceanos da claridade absoluta e da absoluta escuridão.
O simbolismo imemorial dos estados "celestes" e "infernais" demarca a posição do ser humano no centro do enigma universal. Essa situação - a nossa situação - é de desconforto permanente. Ela exige de nós uma adaptação ativa, dificultosa e problemática. Daí as opções da alma: a abertura ao infinito, ao inesperado, ao heterogêneo, ou o fechamento auto-hipnótico na clausura do conhecido, negando o mais-além ou proclamando com fé dogmática a sua homogeneidade com o conhecido. A primeira dá origem às experiências espirituais das quais nasceram os mitos, a religião e a filosofia. A segunda leva à "proibição de perguntar", como a chamava Eric Voegelin: a repulsa à transcendência, a proclamação da onipotência dos métodos socialmente padronizados de conhecer e explicar.
A religião é uma expressão da abertura, mas não é a única. A simples admissão sincera de que pode existir algo para lá da experiência usual basta para manter a alma alerta e viva. É possível ser ateu e estar aberto ao espírito. Mas o ateu militante, doutrinário, intransigente, opta pela recusa peremptória do mistério, deleitando-se no ódio ao espírito, na ânsia de fechar a porta do desconhecido para melhor mandar no mundo conhecido.
Dostoiévsky e Nietzsche bem viram que, abolida a transcendência, só o que restava era a vontade de poder. Aquele que proíbe olhar para cima faz de si próprio o topo intransponível do universo. É uma ironia trágica que tantos adeptos nominais da liberdade busquem realizá-la através da militância anti-religiosa. As religiões podem ter-se tornado violentas e opressivas ocasionalmente, mas a anti-religião é totalitária e assassina de nascença. Não é uma coincidência que a Revolução Francesa tenha matado dez vezes mais gente em um ano do que a Inquisição Espanhola em quatro séculos. O genocídio é o estado natural da modernidade "iluminada".
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Coroação se S. Luís.
Sagração de S. Luís IX, na Catedral de Reims.
