Propósito deste Blog.
Este blog tem o propósito de ajudar os irmãos Católicos a exclarecer sertas dúvidas e questionamentos que a Igreja Católica vem enfrentando nestes últimos tempos. Jesus já disse que a Igreja iria enfrentar isso, então irei defender os principios da fé assim como São Luís, da França os defendeu. Por esse motivo que o nome do Blog é este, pois a Igreja, mesmo sendo atacada por dois mil anos, sobrevive até hoje. Nem uma instituição ou governo teve uma lista de líderes por tanto tempo como a Igreja Católica teve. Nossos Papas cuidam da nossa fé para levar as almas ao céu através da verdade que Cristo deichou para a Igreja Católica, por isso criei este Blog para exclarecer estes questionamentos e perguntas que surgem a todo momento.
OBS: Este Blog, não foi feito para debates, qualquer estimulo de debate que for notado nos comentários será deletado, independentemente de ser católico ou não.
Todos os artigos deste blog, poderam ser publicados, dês de que seja revelada a fonte e o autor deles.
Talvez eu modifique os meus textos dando mais conteúdo a eles, por isso não se assuste se notar algo diferente neles.
Oração a São Luís, da França:
"Ó Deus, que transferistes São Luís dos cuidados de um reino terrestre à glória do Reino do Céu, concedei-nos, por sua intercessão, desempenhar nossas tarefas de cada dia, e trabalhar para a vinda do vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."
Pai nosso... Ave Maria... Gloria ao Pai..
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Oração a São Luís, da França:
"Ó Deus, que transferistes São Luís dos cuidados de um reino terrestre à glória do Reino do Céu, concedei-nos, por sua intercessão, desempenhar nossas tarefas de cada dia, e trabalhar para a vinda do vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Adão e Eva existiram verdadeiramente?
Adão e Eva existiram verdadeiramente?
D. Estevão Bettencourt . osb - Mosteiro de S.Bento - Rio de Janeiro
O livro do Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de linguagem figurada para enunciar verdades perenes. Visto que já temos comentado tal matéria repetidarnente1, limitar-nos-emos abaixo a responder estritamente a questão do título deste artigo, questão aliás freqüentemente formulada e nem sempre devidamente elucidada
Eis o que se deve guardar a propósito:
1) O Senhor Deus criou o ser humano masculino e feminino (sem que esteja excluída a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano);
2) O Senhor concedeu aos primeiros pais urna especial graça espiritual chamada "justiça original", que conferia ao homem eminente dignidade;
3) consequentemente o Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida, figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Já que o homem era elevado a especial comunhão com Deus, devia comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo as normas correspondentes a sua dignidade de filho de Deus;
4) O homem, por soberba, disse Não a esse modelo de vida ou ao convite do Criador, perdendo assim a justiça original.
Pois bem. Adão e Eva representam o ser humano assim tratado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apresentou ao homem nas suas origens, ... ao homem real e não a um ser fictício. Verdade é que Adão e Eva são nomes de origem hebraica; não podem ser os nomes dos primeiros seres humanos, mas representam os primeiros seres humanos.
Há quem indague a respeito do aspecto físico dos primeiros homens: eram belos, como dão a entender certos quadrinhos e filmes catequéticos?
Respondemos que a tradição judaico-cristã - sempre julgou que os primeiros pais eram dotados de harmonia ou beleza física correspondente as riquezas sobrenaturais de sua alma; terão perdido esse encanto após o pecado, gerando e então uma estirpe caracterizada por traços somáticos primitivos e cultura rudimentar; tal é, sim, a linhagem de que nos falam os fósseis. - Contudo não há necessidade de admitir que Adão tenha sido fisicamente mais belo e culturalmente mais evoluído do que os demais homens da pré-história; pode-se muito bem conceber que os dotes de alma que ele possuía, não se espelhavam sobre o seu corpo; a manifestação desses dons estava condicionada a perseverança de Adão no estado de inocência. O primeiro pai, porém, não perseverou; por isto, não se terá diferenciado, no plano meramente natural, dos demais homens pré-históricos.
Não se deve acentuar exageradamente a perfeição do estado primitivo da humanidade dito "de justiça original". Terá sido um estado digno de todo apreço, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura. Os primeiros homens de que fala o Gênesis, podem muito bem ter tido a configuração rudimentar e grosseira de que dão indícios os fósseis da pré-história; não é necessário que hajam vivido de modo diferente daquele que conjeturam as ciências naturais. Mesmo as idéias religiosas de Adão poderão ter sido puras, sim, mas sob a forma de intuições concretas semelhantes as dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos. - Vê-se, pois, que as clássicas descrições do "paraíso terrestre" não devem em absoluto ser identificadas com a doutrina da fé.
Ver PR 390/1994, pp. 521ss; 343/1995, pp. 55s; 425/1997, pp. 442ss.
sábado, 13 de novembro de 2010
A Igreja Católica e sua História.
O Prof. Felipe Aquino e o Padre Paulo Ricardo, esclarecem certos pontos da História do catolicismo e respondem a ataques protestantes.
Além disso, o Pe. Paulo relembra a todos os católico de que a Igreja nasceu Católica.
O Escola da fé é exibido todas as quintas feiras ás 20: 30, nas Canção Nova.
Além disso, o Pe. Paulo relembra a todos os católico de que a Igreja nasceu Católica.
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A veneração dos santos através de uma perspectiva bíblica.
Aí São Paulo começa a citar um por um dos grandes santos da família de Deus do Antigo Testamento começando com o primeiro mártir, Abel, que tinha oferecido um sacrifício aceito por Deus. E depois Henoc e Noé e Abraão, Isac, Jacó e Sara. Depois continua a falar de Abraão, Isac e Jacó, e todo o sofrimento que eles passaram por que a esperança deles não estava na Jerusalém terrena, mas na Jerusalém celeste; não na terra prometida terrena, mas na celeste.
Então no versículo 23 ele fala sobre Moises e tudo o que ele renunciou para ganhar esta herança gloriosa no céu; e da mesma forma, Israel. E depois Raab, a prostituta de Jericó: até mesmo a fé dela é exaltada. Depois Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas que pela fé conquistaram reinos, receberam promessas, deteram as bocas de leões e acabaram com fogueiras devastadoras, escaparam da espada, tiraram fortaleza da fraqueza, tornaram-se poderosos na guerra, fizeram os exércitos inimigos fugir. Todos os grandes feitos são relembrados não só para passar pela história mas principalmente, como você verá, para inspirar uma fé, esperança e amor maiores em nós.
No versiculo 36: "Outros ainda sofreram a provação dos escárnios, experimentaram o açoite, as correntes e as prisões. Foram lapidados, foram serrados e morreram assassinados com golpes de espada. Levaram vida errante, vestidos com peles de carneiro ou pêlos de cabras; oprimidos e maltratados, sofreram privações. Eles, de quem o mundo não era digno, erravam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra. E não obstante, todos eles, se bem que pela fé tenham recebido um bom testemunho, apesar disso não obtiveram a realização da promessa. Pois Deus previa para nós algo de melhor, para que sem nós não chegassem à plena realização."
Assim, de certa maneira, o advento de Cristo e da economia da Nova Aliança trouxeram uma benção e glória para estes santos do Antigo Testamento maior do que a que eles receberam quando morreram. Algo novo foi inaugurado quando Cristo ressuscitou, quando ele subiu aos céus e quando subiu ao trono. Ele abriu um novo panorama, uma nova porta, a porta de entrada para o céu, para que seus irmãos viessem pra casa. Nós veremos mais adiante como foi colacado neste reino glorioso no céu tronos e neles estão sentados este grandes santos, bem como os santos da Nova Aliança. E eles são sacerdotes, eles testemunham para servir a Cristo e para rezar em nosso favor.
Mas observe que o autor de Hebreus relembra tudo isto para nos inspirar a seguir o exemplo deles. Isto vai ser uma consideração fundamental para entender a base lógica bíblica para a veneração dos santos. Exemplos heróicos inspiram virtudes heróicas. Vejamos Hebreus 12: "Portanto" (um dos mais básicos princípios interpretativos de estudos biblicos, sempre que aparecer a palavra, "portanto", pergunte a si mesmo o que vem a seguir pois basicamente há um resumo de tudo o que foi dito anteriormente e encerra com uma conclusão prática, especialmente na carta aos Hebreus.) "Portanto, também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é o autor e realizador da fé, Jesus, que, em vez da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e se assentou à direita do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tal contradição por parte dos pecadores, para não vos deixardes fatigar pelo desanimo. Vós ainda não resististes até o sangue em vosso combate contra o pecado. Vós esquecestes a exortação que vos foi dirigida como a filhos?"
E ele continua a falar sobre a disciplina de Nosso Senhor e a castidade e sofrimento que é próprio aos filhos de Deus para amadurecer e crescer. Então no versículo 12: "Por isso, reerguei as mãos enfraquecidas e os joelhos tropegos; endireitai os caminhos para os vossos pés, a fim de que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado."
Todo o quadro em Hebreus 12 é uma grande corrida e quem está na multidão? Todos os santos. E o que eles compõem? Versiculo 1, "uma nuvem de testemunhas". O que se quer dizer com nuvem? Bem, se você fizer um pouquinho de estudo de fundo biblico, esta nuvem é a mesma nuvem que se pode rastrear de volta ao Antigo Testamento. É a a nuvem de glória em que Moisés subiu no Monte Sinai. É a mesma nuvem que cobriu Jesus quando ele ascendeu aos céus diante dos olhos dos discípulos. Esta nuvem de uma certa forma é uma manifestação portátil daquilo que é como estar "movido pelo Espírito" como João no livro do Apocalipse: "No dia do Senhor fui movido pelo Espírito", e esta nuvem de glória agora está repleta de nossos irmãos e irmãs mais velhos. E eles constituem uma nuvem de testemunhas, não é apenas uma nuvem que vai e vem conforme sopra o vento. É uma nuvem que é uma multidão com o objetivo de nos animar.
Quando o time1 joga em casa, as chances são maiores dele ganhar o jogo. Por quê? Porque os seus torcedores estão lá. Você pode dizer que é porque eles conhecem melhor o campo. Pode ser. Mas existe sempre um limite psicológico incrível especialmente em jogos de campeonato.
Sempre se tem uma chance a mais quando se joga em casa. E aqui nós jogamos em casa e tem uma enorme nuvem de testemunhas, todos os nossos familiares mais velhos estão torcendo por nós, nos animando. Você pode ver nas mãos e nos pés destas pessoas que levantam as mãos, que nos animam e nos olham, feridas e cicatrizes, em seus rostos e em suas costas. Você sabe que eles participaram do jogo e estão nos chamando para fazer o mesmo.
E o maior e mais barulhento animador de todos é o próprio Jesus, o pioneiro e o aperfeiçoador de nossa fé, o primogênito entre muitos irmãos e irmãs, conforme nos conta Romanos 8. Todo um estádio está repleto com nossa família. E inspira ardor e coragem, vigor e sacrificio. E sabe o que mais? O autor de Hebreus jamais considera por um segundo sequer argumentar isto. Ele crê e ele pensa que devemos crer também, mas que devemos meditar a respeito e nos inspirarmos.
Agora se os santos não sabem o que nós estamos fazendo, e nós não temos idéia do que eles estão fazendo, ou seja, se não temos nenhum contato, nenhuma comunicação, este tipo de descrição é apenas uma metáfora simplesmente fraca e estranha. Mas não é este o caso. Esta é a realidade espiritual compreendida com os olhos da fé, os olhos que estão abertos para as verdades espirituais desta grande declaração do Credo: "Creio na comunhão dos Santos".
Agora não é só porque todos nós acreditamos na mesma coisa que temos este sentimento bom e real mas sobrenatural de que todos estamos unidos por este laço de confissão doutrinária e culto litúrgico. É muito mais do que isso. É mais do que somente ser um companheirismo de pessoas que pensam da mesma forma. Nós dizemos, "Eu creio no Espirito Santo", e é por isso que cremos na santa Igreja Católica, porque sem o Espirito Santo, nós só seríamos mais uma organização humana. Mas o Espirito Santo - ensina a Igreja - é a alma da Igreja. O Corpo Mistico de Cristo é animado e obtém vida sobrenatural do Espírito Santo. Assim dizemos, "Eu creio no Espirito Santo, na santa Igreja Católica - e o quê mais? - na comunhão dos Santos".
Agora como é que se pode ter comunhão com pessoas com as quais não se tem nenhuma comunicação? Como se pode possivelmente estar em comunhão com pessoas com as quais não partilhamos nada em comum juntos em termos de experiência diária? Eu não estou dizenho que Nosso Senhor nos tenha dito para termos conversações diárias. Certo, algumas pessoas são dotadas de revelações místicas. Mas sempre que alguém disser: "Bem, você está se comunicando com os mortos e isto é pecado julgado pelo Antigo e pelo Novo Testamento porque isto é divinização, isto é feitiçaria ou sei lá o quê", você responde: "Eles não estão mortos. Eles estão mais vivos do que nós. Benditos aqueles que morreram no Senhor". Por quê? Porque suas obras os acompanham ao céu. Os santos do Antigo Testamento tiveram que esperar pelo Messias, mas esta espera já passou. Aqueles santos martirizados estão com Nosso Senhor e com uma multidão, e eles torcem por nós. Nós não precisamos só olhar com fé, mas ouvir com fé.
A veneração dos santos não transgride a situação de Cristo nosso único mediador
Quero dizer mais uma coisa antes de continuar: eu quero que vocês saibam que os santos não são uma rota alternativa para se chegar até Deus. Se você pensa que sim, então pare de rezar para os santos até que você tenha sua vida espiritual reajustada de volta ao curso normal, porque você não é um bom católico. O fato é que existe um único mediador entre Deus e o homem, que é o homem Jesus Cristo. Paulo não poderia ter deixado isto mais claro em Timoteo. Ele diz: "Há um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus".
Vejamos o que diz Timoteo. 1 Tim 2, 5: "Há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos". Agora que conclusões podemos tirar disto? Podemos concluir falsamente que porque nós temos um mediador, logo estamos enfraquecendo o trabalho de Cristo ao pedirmos para os santos intercederem a nosso favor? Não, claro que não. Esqueça o fato de que os santos são cristãos que estão no céu, nós temos ciência do fato de que os cristãos da terra são constantemente chamados de santos no Novo Testamento. Isto é o que nós somos. Isto é o que nós devemos nos tornar, e se continuarmos em frente e nos mantermos firmes na fé, isto é o que seremos por toda eternidade. Mas somos santos se estivermos em Cristo.
Agora, católicos ou não, se alguém vos pedir para rezar por eles, para interceder por eles à Deus, vocês sairão por aí dizendo: "Como se atreve a debilitar a única mediação de Jesus Cristo, o único Sumo Sacerdote?". Claro que não. Por quê? Porque o que diz Paulo nos primeiros quatro versiculos anteriores a 1Tim 2, 5?: "Eu recomendo, pois antes de tudo, que se façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens". Só através de Jesus? Claro que não. Por nós, "pelos reis e todos os que detêm a autoridade, a fim de que levemos uma vida calma e serena, com toda piedade e dignidade. Eis o que é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens".
Eu costumava citar este texto fora do contexto e usava-o para minar a veneração devida aos santos que está enraizada em duas coisas: pedir-lhes por intercessão e súplica, e ser inspirado a seguir o exemplo deles. Nós podemos adicionar uma terceira que é, honrá-los. Nós os glorificamos quando nós os veneramos. E por quê? Porque nós ficamos entediados após dez ou quinze horas honrando a Cristo? Não. É precisamente porque nós honramos a Cristo. É precisamente porque nós imitamos Cristo. Nós imitamos Cristo, então se O vemos honrando aqueles que morreram pela verdade, aqueles que professaram a fé com muito sofrimento, nós fazemos aquilo que Cristo faz e glorificamos aqueles que Ele glorifica. Aqueles que Ele bendiz, nós bendizemos.
É bem simples. Só quando inconscientemente reduzimos a fé cristã a um relacionamento individualista - Jesus e eu - é que começa a se tornar uma coisa tipicamente americana auto-centrada. Quero dizer, encaremos: a familia americana não é um grande exemplo de laços fortes de comunicação atualmente. E tem sido assim por séculos. Você sabia que Daniel Boone era um dos piores pais? ... Grandes heróis americanos, fortes individualistas, não eram grandes homens de família. Você devia ouvir o que a mulher de John Adams tem a dizer - uma feminista radical... Ela não estava mais preocupada com o matrimônio, com a família, o lar e a América. Ela estava preocupada com os direitos do indivíduo que ela pudesse exercer e que outros pudessem exercer e, caso contrário, que eles pudessem conseguir a força. Este é o jeito americano.
Como se costumava dizer no século 18: "Não servimos a nenhum governante"; nenhum rei, e reis eram sempre figuras paternas. Eu não estou argumentando a favor de monarquia política e política natural porque o pecado humano é o que é. Mas nós temos uma monarquia sobrenatural, um reino celeste, uma figura paterna distante do pecado que concede sua vida e graça pura aos nossos irmãos e irmãs mais velhos, seus filhos. E este reino é o Reino do Céu. E isto nos inspira de uma forma muito maior a servir a nosso Soberano e a servir ao seu gabinete de ministros e príncipes e princesas que ele nos outorga.
Você percebe como é difícil para os americanos pensar e agir deste modo?2 Quando tudo em nossa cultura segue na direção contrária? A quem nos curvamos em nossa sociedade? Ninguém. E mesmo quando dizemos: "Your Honor" (=Vossa Excelência) para um juiz ou "Your Excellency" (=Vossa Eminência) para um arcebispo, parece uma coisa não natural, nos arrepiamos, não arrepiamos? Não é americano. "Quem você pensa que é?"
Mas o fato é que numa família, não é a pessoa tanto quanto o ofício que nós veneramos e honramos. E é isto que fazemos quando nós veneramos os santos. Nós estamos imitando Cristo que os honra. Por nossa vez, nós queremos imitar os santos no serviço à Cristo.
"We Are Family" (=Somos uma família) - constumava cantar o grupo Sister Sledge muitos anos atrás (final dos anos 70). Nós somos a família de Deus. Nenhum pai vai se sentir traído ou ignorado ou rejeitado quando os irmãos e irmãs se amam e inspiram uns aos outros no sacrifício e serviço corajoso pelo nome da família. É até mesmo bobo quando se coloca desta forma, mas que outros termos bastariam para o que a Santíssima Trintada, a Família Divina, têem feito por toda a história? É a única forma que faz sentido. É a única forma que engloba toda a Biblia. É a única razão pela qual Paulo em 1Tim 2, 5 considera um mediador e ainda diz o que diz em 1Tim 2, 1-4: "Pois, porque há um só mediador, nós podemos fazer orações, súplicas e pedidos com uma confiança maior, por todos os homens", até mesmo para os reis, para os ricos e prósperos, e para os corruptos. Por quê? Porque só há um mediador, o Homem-Deus, Jesus Cristo.
Poderíamos enlouquecer fazendo orações como jamais tínhamos feito antes. Por quê? Porque só há um mediador. Será que isto significa que não haja outros intercessores, outros a quem fazer súplicas? Não! Claro que não. Só há um mediador e porque nosso mediador é o mais fabuloso que nós podemos imaginar, nós temos agora a capacidade de interceder como sacerdotes no Sacerdote, como filhos no Filho, como pastores no único Pastor. Nós obtemos vida Dele. "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Longe de Cristo nada posso fazer". Mas comigo, diz Jesus, você pode tudo. "Para Deus tudo é possivel".
Apoio bíblico para o fato de que Deus ouve os clamores dos santos
Precisamos ajustar nosso pensamento. Isto não é novo. Desde o Genesis, existe um tipo de alusão misteriosa ao fato de que Deus está em contato com as necessidades dos mártires. Em Gen 4, 10, Deus diz a Caim: "Ouço o sangue de seu irmão, do solo, clamar para mim!" Agora, você acha que se você saisse no campo e encontrasse o lugar onde todo aquele sangue foi derramado, colocasse seus ouvidos no chão, você ouviria uma voz? Não, eu acho que não. Não, isso é um dispositivo literário. O sangue de Abel é a alma de Abel que tinha acabado de morrer. Ela não estaria clamando por coisa alguma a não ser que Abel tenha sido justificado por Deus de alguma maneira. De alguma maneira que nós desconhemos, pode ser o seio de Abraão, como nós vemos em Lucas 16, 23.
Deus ouve, a qualquer preço, o clamor daqueles santos martirizados desde o princípio. O sangue é a vida, a vida é a alma e a alma clama por vingança e Deus responde. É por isso que Hebreus 12, 24 refere-se a isto comparando o sangue de Abel clamando por vingança ao sangue jorrado de Jesus que fala mais eloquentemente do que o de Abel. Agora, falaria o sangue de Jesus conosco? Bem, de certa forma, não. Não é o sangue, mas a vida da alma representada pelo sangue que está falando "misericordia, misericordia, misericordia" em nosso favor. Não vingança, mas perdão, porque Cristo não foi morto por um irmão no meio do campo contra a sua vontade. Cristo entregou Sua própria vida como resgate de todos. Assim, o Seu sangue fala da mesma forma que o sangue de Abel, mas ele fala de uma maneira maior e mais eloqüente.
Agora eu gostaria de sugerir que o tipo de pregação que encontramos em Lucas 16 não teria vindo dos lábios de Jesus se este ponto de vista não fosse comum. Vejamos Lucas 16, 19-31. Ali, é claro, nós encontramos a famosa estória de Lázaro e o homem rico. Ela nos diz que Lázaro era bastante pobre, e que os cães lambiam suas feridas quando ele se sentava na porta do rico; ao morrer foi carregado ao seio de Abraão. O outro homem, o rico, foi carregado em meio a tormentos, à mansão dos mortos. Ele exclamou: "Pai Abraão, tem piedade de mim". Isto não é exatamente o clamor da alma desprezível, condenável, endemoniada cuja maldade e pecado são só aperfeiçoados. "Tem piedade de mim, Pai": ele sabe que pertence àquele lugar, mas agora ele não pede por justiça, mas por misericórdia. Ele não está dizendo: "Me tira daqui, este não é o meu lugar. Me tira daqui. Eu tenho que voltar. Eu mereço uma segunda chance".
Ele diz: "Manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois sou torturado nesta chama". É por isso que eu sugiro que isto pode muito bem se referir, não ao fogo do inferno e ao tormento eterno, mas ao fogo do purgatório da alma que por negligência das obras corporais de misericórdia termina no curso de verão por um longo tempo3. Ele exclama: "Pai Abraão, tem piedade de mim". E Abraão responde: "Filho"; ele não diz: "seu condenado maldito", "filho de Satanás", "verme desprezível", "sua víbora". Não, "Filho", é o que Abraão responde. "Lembra-te de que recebestes teus bens durante tua vida". E o homem não diz: "O que você quer dizer com, 'lembra-te'?". Quando a alma morre, ela não se lembra de nada. Ela não se lembra de ninguém. Mas ele se lembra do que Abraão estava falando; ele se lembra.
E continuando no versículo 27: "Pai, eu te suplico, envia então Lázaro até à casa de meu pai". Ele se lembra da casa de seu pai! "... pois tenho cinco irmãos". Ele não somente se lembra que tem cinco irmãos; ele está bastante preocupado com eles. Ele está intercedendo em favor dos cinco irmãos, "para que (Lázaro) leve a eles seu testemunho, para que não venham eles também para este lugar de tormento". Ele não diz: "Abraão, você pode dar uma amostra aos meus irmãos do meu destino torturante aqui nas chamas?" Ele diz: "Você ressuscitará Lázaro. Você o mandará de volta dos mortos?" Que pequeno favor a se pedir da parte de Lázaro! Certamente seria uma justificação para o pobre homem, não seria?
Mas Abraão diz: "Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam". E ele responde: "Não, pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for procurá-los, eles se arrependerão". E Abraão responde: "Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão". Fim da estória. Agora, você pode dizer: "Então, eles podem fazer orações no purgatório, mas elas não são atendidas". Mas observe uma coisa. Jesus ressuscitou um homem chamado Lázaro depois de quatro dias. Esta pode ser uma parábola, mas Jesus não disse "Deixe-me contar-lhes uma parábola". Não existe nenhuma evidência de que seja uma parábola. Você pode não querer acreditar, mas em nenhum lugar, em nenhuma parábola de Jesus ele dá nome aos personagens.
Aqui Ele dá nome ao homem e Ele dá a ele o nome de um de Seus melhores amigos, Seu único amigo que ele ressuscitou dos mortos. Um homem que estava doente - que coincidência! Talvez sim, talvez não. Mas eu gostaria de sugerir que, se um homem em tormento pode se comunicar de acordo com suas próprias necessidades, quanto pode Lázaro ajudar? Em outras palavras, aqui nós temos uma situação onde o homem pode comunicar-se e interceder por aqueles que ele quer ajudar.
Agora, se um homem nas chamas pode fazer isso, o quanto podemos presumir que Lázaro tem uma lembrança clara de sua amada família na terra e que ele provavelmente tem uma percepção clara das suas necessidades? E com um amor perfeito, ele teria uma capacidade maior de interceder por estas necessidades. Talvez você negue isto, mas que passagem da Escritura você mostra para negar isto? Eu não consegui encontrar nenhuma quando eu pensava assim também.
Os católicos precisam ter uma percepção balanceada sobre o que significa a veneração dos santos
Continuando... Antes de olhar em algumas passagens, deixe-me perguntar, e pense a respeito disto quando você estiver conversando com não-católicos: porque eu devo confessar e me desculpar por todas as vezes que meus irmãos e irmãs não-católicos, apesar de separados, mas irmãos e irmãs pelo batismo, eu tenho que me desculpar porque eles ficam sabendo de muitos católicos que fazem coisas estranhas, como um ex-católico cuja mãe tem uma imagem de Maria em tamanho natural que ela veste e desveste todo dia. Ela não tem nenhuma vida de oração. Ela nunca lê a Bíblia, mas ela constantemente veste e desveste sua imagem.
Agora, eu não vou fazer nenhum julgamento final sobre este comportamento, mas vou dizer que se isto é tudo o que você tem, está desforme. E com frequência católicos não só não tem uma percepção equilibrada do que é a veneração dos santos com relação a Cristo como eles têem pouca capacidade de articular o que eles realmente estão fazendo caso tenham um percepção equilibrada. Por que eles de fato fazem isto?
Diga a um não-católico: "Você tem família? Você os ama? Você carrega as fotos deles na sua carteira? Estas imagens são ídolos?" - "Bem," - eles podem dizer - "eles não são estátuas. Eles não são pinturas. Eu não as beijo". Bom, mas, fotografia é uma tecnologia moderna que faz com seja mais fácil e móvel, você sabe, de tal maneira que se pode ter na carteira as imagens de uma família; mas o meu ponto é que ninguém cultua a foto. Explique desta maneira. Você não adora a foto. Você nem mesmo a glorifica. Percebe? Nós não glorificamos estátuas. Nós não veneramos pinturas ou ícones. Nós glorificamos e veneramos as pessoas reais que estão representadas pelas estátuas, pinturas e ícones.
Bem, mas eles estão mortos! Não, eles estão mortos em Cristo e portanto estão vivos e são benditos. Apocalipse 14 nos conta que eles são benditos se eles morrem em Cristo. Jesus prometeu a Pedro as chaves do Reino que tem poder sobre os portões do Inferno. Assim, a Igreja pode exercer esta jurisdição não somente em liberando as almas pelos méritos que Cristo derrama em seu Corpo Místico mas também reconhecendo e pronunciando oficialmente o fato de que estas almas morreram em Cristo e que podem ser veneradas, e que elas são beatificadas porque são abençoadas por Cristo.
Católicos não adoram estátuas e pinturas e ícones. A estátua é somente um pedaço de gesso ou mármore, se for realmente boa. Elas são apenas dispositivos artísticos, úteis para nos relembrar da pessoa, o acontecimento, a ocasião representada; para nos conectar em comunhão, para nos inspirar pelo seus exemplos. Assim sendo, a Escritura ensina que não há comunhão entre os santos que estão em Cristo no céu e os santos que estão em Cristo aqui na terra? Ou melhor, a doce comunhão mística que nós temos com aqueles que descansam é uma comunhão real? Claro que é. A Escritura ensina que depois da morte os santos perdem toda a memória da vida terrena, das relações e necessidades terrenas, ensina que eles perdem o interesse e a preocupação? Que eles estão tão em êxtase e focalizados em Cristo que eles nem mesmo se enxergam? A Escritura não ensina isso. A Escritura não ensina que eles perdem toda a capacidade de fazer orações, de interceder e de suplicar por nós.
Arqueólogos têm evidências sobre a Veneração dos Santos no Primeiro Século
A Escritura nos mostra que os santos se recordam de suas vidas aqui na terra e fazem orações por aqueles com os quais eles viveram? Os santos nos cercam como membros de uma família numa multidão como vimos em Hebreus 12. Eu vou apenas mencionar o fato de que inscrições nas catacumbas do primeiro século encontradas por arqueólogos neste século, que datam desde o tempo da segunda e terceira geração depois de Cristo e dos apóstolos, dão um testemunho claro deste costume antigo de venerar e pedir a intercessão dos santos. Uma inscrição diz "Pedro e Paulo, rogai por Victor". Uma outra: "Pedro e Paulo, lembrai-vos de Zozamon". Existem várias outras iguais a estas. Elas não são estranhas. Elas não são esquisitas. Elas são típicas.
A Escritura mostra que os Santos se lembram de suas vidas na terra e fazem orações por aqueles com os quais eles viveram
Observe no livro do Apocalipse que existem três classes de santos que são destacados como tendo um papel especial no rito celestial. Primeiro de todos, os mártires com vestes brancas. Segundo, as virgens e terceiro, os confessores. Por exemplo, em Apocalipse 6, 11, começando no versículo 9: "Quando abriu o quinto selo, vi sob o altar as vidas dos que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que dela tinham prestado. E eles clamaram em alta voz: 'Até quando, ó Senhor santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?'". Eles estão pedindo por justiça. Eles têm comunhão com Deus. Eles estão defendendo a causa do Corpo Místico de Cristo.
"A cada um deles foi dada, então, uma veste branca e foi-lhes dito, também, que repousassem por mais um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus companheiros e irmãos, que iriam ser mortos como eles". Em outras palavras, foi lhes dito sobre o que estava acontecendo, na terra. Não só sobre o que estava acontecendo naquele momento, mas o que iria acontecer no futuro. Isto é, vocês serão justificados em pouco tempo mas mais martírios precisam primeiro acontecer. Pelo menos eles tem algum tipo de consciência geral de que existe um pequeno período de tempo no qual mais mártires serão reunidos e então no fim desde pequeno período de tempo, a justificação virá. Eles têm conhecimento. Eles têm preocupação. Eles têm a capacidade de interceder e eles também têm um conhecimento maior do que o povo na terra e este conhecimento vem de Deus. Por quê? Porque eles são benditos. Apocalipse 22, 14 nos conta isso.
No final do Apocalipse esta beatitude é pronunciado sobre eles: "Felizes os que lavam suas vestes". O que quer dizer "lavam suas vestes"? Em outras palavras, eles tiveram tempo para ir até a lavanderia antes que Deus os chamasse? Claro que não. "Felizes os que lavam suas vestes", se refere a Apocalipse 7, 13. Eu sei que eu estou fazendo vocês folhearem a Bíblia pra frente e pra trás. Mas os cristãos não-católicos realmente conhecem a Bíblia deles. Nós temos que aprender a nossa.
Apocalipse 7, 13: "Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: 'Estes que estão trajados com vestes brancas, quem são e de onde vieram?' Eu lhe respondi: 'Meu Senhor, és tu quem o sabe!' Ele, então, me explicou: 'Estes são os que vêm da grande tribulação: lavaram suas vestes e alvejaram-nas no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus, servindo-o dia e noite em seu templo". Por isso, nós sabemos que existe um serviço litúrgico no templo celestial. O nosso é apenas uma reflexão pálida que mal se compara com o serviço litúrgico que acontece lá e este pessoal todo serve dia e noite no templo celestial.
Mas eles não têm permissão para fazer orações por nós, certo? Dá um tempo! Deus vai ficar zangado? Vai ficar ofendido? Claro que eles fazem orações por nós! Como é que eles servem? Veja no capítulo 8, 3: "Outro Anjo veio postar-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro. Deram-lhe uma grande quantidade de incenso para que o oferecesse com as orações de todos os santos, sobre o altar de outro que está diante do trono".
Os santos de quem se fala aqui devem ser interpretados contextualmente como sendo os santos que foram martirizados e que agora servem no céu. Agora, nós podemos ter uma aplicação secundária que incluiria, é claro, também os santos terrestres; mas contextualmente aqui se fala dos anjos celestes. E o que eles estão fazendo? Rezando. E estas orações são oferecidas com incenso pelo anjo no altar de Deus, no altar de ouro que está diante do trono, que estava bem em frente ao Santo dos Santos no templo terrestre como no templo celeste. "E da mão do Anjo, a fumaça do incenso com as orações dos santos subiu diante de Deus".
E o que acontece? Deus em resposta às orações dos santos age. Ele chama os sacerdotes celestes para que peguem suas trombetas e se preparem para tocar. Isto desencadeia as sete trombetas que por sua vez desencadeiam todo tipo de ativitidade terrestre que justifica os santos e vinga seu sangue e derruba os orgulhos e presunçosos diante de Deus. Você percebe o poder do serviço litúrgico? As pessoas dizem: "Bem, é preciso se envolver". Eu digo: "Exatamente, precisamos nos envolver. Precisamos fazer realmente as coisas que mudariam as injustiças da terra a começar com um bom serviço litúrgico". Porque se você ler o Apocalipse e entender a mensagem, você vai ver que existe uma coisa acima de todas as outras que muda as más coisas. E é adorando a Deus com todo o seu coração, mente, alma e força.
Isto libera todas as coisas que o povo na terra necessita de Deus em resposta às orações dos santos. Não se discute. Não se debate. Não é demonstrado logicamente. É assumido e descrito graficamente. E o que nós rezamos? "Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu". Nosso serviço litúrgico é uma imitação do serviço celete. Nossa intercessão é uma imitação da intercessão deles. Mas como podemos fazer isso se não temos nenhuma idéia do que eles estão fazendo e eles não têm nenhuma idéia do que nós estamos fazendo? Isto não é comunhão e isto também não é o que o Apocalipse descreve.
Volte um pouquinho na Bíblia. Você pode ver isso no Apocalipse 5, 8: "...os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, cada um com uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, cantando um cântico novo". Eles não só tocam instrumentos, mas eles cantam cânticos e eles dão louvores ao Cordeiro. Depois eles fazem orações para as pessoas que estão em necessidade. E o que faz Cristo depois de suas orações? Ele por acaso diz: "Hei pessoal, as minhas orações não são o suficiente? O fato de eu ser o Sumo Sacerdote não é o suficiente para todas as necessidades do meu povo na terra como no céu? Acabem logo com isso e relaxem"?
Não, ele não disse isso. O que ele faz? Versículo 10: "Deles fizeste, para nosso Deus, uma Realeza e Sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra". O reinado deles se estende do céu para a terra. Cristo fez deles um reino de sacerdotes. Em outras palavras, o que Deus ofereceu no Monte Sinai, Exodo 19, 6 e que eles se recusaram e que depois Deus continuamente oferece através de Davi e Salomão, e eles recusam; Deus oferece através de Jesus e dos Apóstolos e Jesus aceita e estabelece, portanto, uma nova aliança baseada nesta aceitação. E através de seu poder, ele faz o que Adão, Noé, Abraão, Moisés e Davi juntos multiplicado por 100, jamais puderam fazer - um reino de sacerdotes, se recebermos na fé e cooperarmos com esta graça.
Nós somos um reino de sacerdotes. Isto enfraquece nosso Rei? Isto tira a autoridade sacerdotal de Jesus? Não. Isto manifesta-a. Como luz pura batendo num prisma mostra a beleza intrínsica oculta desta luz conforme os raios são refratados, você vê o que existe o tempo todo na luz mas não podia ver antes que fosse refratada no prisma. Esta é a beleza de Cristo, refratado pelos seus santos e suas orações de intercessão. E eles cantam a canção sobre o Cordeiro e ele falam sobre como ele recebeu o poder e a riqueza e a sabedoria e a força e a honra e a glória e o louvor. Mas o que faz Cristo com tudo isso? Ele se volta e dá isto à nós.
Eles têm tronos e coroas e o que eles fazem? Eles prostam suas coroas. Cristo as pega e as devolve a eles e diz: "Sentem-se nos tronos. Vocês são meus sacerdotes. Vocês são meus reis..." Pode-se ver isto no capítulo 4, 4: "vinte e quatro tonos, e neles assentavam-se vinte e quatro Anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro sobre a cabeça". Por que isso? Por que Cristo não é o suficiente? Não. Por que Cristo está longe? Claro que não. Pelo contrário, é porque estes santos confiam que a graça de Cristo é suficiente, a mesma graça que eles agora possuem como santos martirizados glorificados no céu.
Apocalipse 14, 13 diz tudo: "Ouvi então uma voz do céu, dizendo: 'Escreve: felizes os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham.'". Agora, nós não adoramos os santos benditos que foram martirizados e elevados e glorificados no céu. Nós não os adoramos. Na verdade, Apocalipse 19, 10 nos diz para não os adorarmos - onde o anjo aparece para João e João se prostra e o que ele diz? "Caí então a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: 'Não! Não o faças! Sou servo como tu e como teus irmãos que têm o testemunho de Jesus.'" Preste atenção, ouça: "É a Deus que deves adorar!" Este é o único que adoramos. E então o que fazemos? Porque nós adoramos a Deus e porque nós tentamos imitá-Lo, nós louvamos aqueles que Ele louvou. Nós honramos aqueles que Ele honra. É assim que funciona a aliança. Esta foi sempre a forma da aliança, como veremos.
Três Classes de Santos
Por todo o Apocalipse existem três classes de santos: os mártires, as virgens e os confessores, que são consistentemente mostrados como exemplo para nós. Por exemplo, Apocalipse 14, 4. No versículo 1 deste capítulo nos é dito sobre o número 144.000. As doze tribos de Israel todas doam 12.000 santos. Que tipo de santos? Nos é dito que eles cantam um cântico novo diante do trono do Cordeiro. É um cântico que ninguém podia aprender a não ser os 144.000 que foram resgatados da terra. Eu acho que deve ter sido um cântico judaico. Só os Judeus das 12 tribos de Israel é que podem cantar.
"Estes são os que não se contaminaram com mulheres pois são castos", diz a minha bíblia não-católica e nas notas de rodapé diz, "Grego: virgens". Então por que não traduzir usando "virgens"? O que são eles? Nós ousamos não dizer esta palavra muito alto, com muita frequência em nossa sociedade. Por quê? O intercurso sexual é errado? De forma alguma. É o que consuma a aliança matrimonial. É o que faz o sacramento legalmente indissolúvel. É o que traz uma nova vida, e nos tornamos co-criadores com Deus pela graça de Cristo. O intercurso é mal? Não, é bom. O casamento é mal? Não, é sagrado. É um sacramento na Igreja Católica. Ele confere a graça de Cristo ex opere operato.
Mas Deus reserva bençãos especiais para aqueles que renunciam bens terrenos que são muito bons por bens celestiais ainda melhores. 1 Corintios 7, 32: São Paulo diz, "Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma, a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido". Todas as pessoas casadas digam: "Amém".
Isto significa que não podemos servir o Senhor? Claro que não. Nós podemos servir o Senhor mas nós também temos que cuidar das coisas do mundo, temporárias e passageiras. Tudo bem. Deus usará estas coisas como meios de graça. Mas elas não são permanentes e nossas famílias aqui não são permanentes porque elas estão ligadas pelos laços da carne e sangue de Adão que terão que morrer e ressuscitar em Cristo e serem membros da família da Nova Aliança.
Isto significa que a familia é algo ruim? Não, é sagrada. Nós devemos ser sacerdotes em nossa igreja doméstica. Pais, abençoem seus filhos à noite antes deles dormirem. Cantem canções na mesa de jantar. Façam orações, eu desafio vocês a fazerem orações espontâneas de vez em quando. Isto não é um monopolio protestante. Nós podemos fazer orações tiradas de nosso coração de filhos de Deus e devemos fazê-las.
Mas São Paulo, o inspirado apostolo sem erros, está comunicando aqui o que Deus quer comunicar porque o Espírito Santo é o autor principal até mesmo destas palavras. "Digo-vos isto em vosso próprio interesse, não para vos armar cilada". Nos é permitido o casamento e ele é glorioso. "Mas para que façais o que é mais nobre e possais permanecer junto ao Senhor sem distração". E depois no versículo 38: "Portanto, procede bem aquele que casa a sua virgem; e aquele que não a casa, procede melhor ainda".
Um bom amigo meu, ex-católico e agora anti-católico me disse: "Bem, Paulo não quer dizer para a vida toda". Eu disse: "Ok, me mostra onde é que este caso se aplica". Nós olhamos e procuramos e olhamos de novo em vão. Então eu disse: "Sabe, quando se olha novamente em Apocalipse 14, 4, aqueles 144.000 virgens não eram virgens temporários. Deus faz de nós todos virgens temporários e faz de alguns virgens permanentes, mas no casamento todos nós devemos ser virgens, certo?" Não, isto não é o que a Biblia está dizendo. Nós colocamos palavras na boca de Cristo e na boca de São Paulo? Estas pessoas morreram virgens. Agora se alguém dissesse. "Bem, na Israel antiga não havia nenhuma tradição costumeira que exaltasse a virgindade". É muito triste dizer que entre os Fariseus isto é verdadeiro. Não havia tal costume. Mas você teria que pelo menos negar o que é obvio e evidente nos Manuscritos do Mar Morto e na comunidade dos Essênios de Qumram, porque eles louvavam a virgindade. Agora, se você for casado, você também pode ser um membro santo da comunidade. Flavius Josephus e Philo e outros Judeus, apesar de não serem Essênios; eles podem ter sido Fariseus, Saduceus, Zelotas; ainda assim, todos os outros grupos de Judeus sabiam que os Essênios eram os mais justos e santos.
Eram eles que louvavam a virgindade. Isto não é novidade. Maria se refere implicitamente a esta promessa de virgindade, quando ela diz: "Como é que vai ser isso, se eu eu não conheço homem algum?" O anjo poderia ter dito simplesmente: "Em alguns meses quando você se casar, vocês farão amor e vocês terão um filho". Quero dizer, ela não conhecia fatos básicos de anatomia e biologia? Como sempre disseram os primeiros Pais da Igreja, implícito naquele texto, o único sentido para ela não estar dizendo algo insensato, é ela, como os Essênios, estar entrando no casamento com um reconhecimento total da glória e santidade do matrimônio e do amor matrimonial, amor físico e sexual, mas com uma benção superior ainda maior se Deus conferisse a graça de viver virginalmente no casamento.
E é sobre isto que São Paulo fala em Corintios 7 quando ele diz: "Se seu ardor por sua noiva é muito grande" - literalmente a tradução seria "se seu ardor pela sua virgem". Algumas traduções dizem que é filha, outras que é noiva, será que é a irmã ou o quê, afinal? Bem, São Paulo estava dizendo algo que ele supõe que os cristãos de Corinto entendem claramente. E desde o começo as pessoas imitavam Maria e José, e até antes de Maria e José este costume era encontrado no judaismo entre os mais santos. Deve ser uma pílula dura de engolir para os americanos porque nós gostamos de fazer sexo de todas as maneiras diferentes possíveis. Esta é a melhor maneira de vender livros e filmes e o que quer que seja. Além do que sexo não é ruim mas é bom.
Sexo no matrimônio é sagrado. É o meio pelo qual a vida natural é co-criada com Deus. Mas existe algo ainda maior. Nós temos que fazer orações por nossos padres e religiosos, irmãos e irmãs. Eu não estou certo de que tenha existido uma cultura que tenha tão seriamente colocado-os à prova e em tentação. Nós temos que fazer orações para que eles, também, possam de alguma forma se unir aos 144.000 e nós também nos juntaremos a eles, porque junto com os 144.000, existem aqueles que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro, uma grande multidão que nenhum homem pode contar. E eles cantam e adoram o Cordeiro. Eles são sacerdotes e reis. Deus não mostra parcialidade. São Paulo diz a Timoteo: "Se com Cristo sofres, com Ele reinarás". Se sofreres. E são estes que vemos reinando com Cristo no Livro no Apocalipse.
É por isso que na Ladainha de Loretto, por exemplo, temos Nossa Senhora com que títulos? Rainha dos mártires, Rainha das virgens e Rainha dos confessores e depois, Rainha dos santos, rogai por nós. Isto é tirado do Apocalipse. Nós também podemos ver em Apocalipse 20, 4-6, a mesma idéia. "Feliz e santo aquele que foi martirizado. Eles estão sentados nos tronos celestes". O que mais? "Vi então tronos, e aos que neles se sentaram foi dado o poder de julgar".
Jesus Cristo é o verdadeiro juiz. Ele está sentado no grande trono branco que é descrito em Apocalipse 20, 11. Mas então Ele tem tronos auxiliares. Por quê? Porque Ele dá a eles o poder de julgar. São Paulo diz aos Corintios: "Não sabeis que julgaremos os anjos?" Eles estão sentado nos tronos com o poder divino de julgar confiado a eles. Eles executam o julgamento de Cristo para Sua glória; por Cristo, em Cristo e com Cristo.
Então deixem que eles julguem. Deixem que eles passem a sentença. Deixem que eles descubram que coisas precisam de julgamento. Deixem que eles saibam. Façam orações a eles e peçam pela intercessão deles no único mediador porque eles são os sacerdotes de Deus e de Cristo que nos é dito neste texto no versículo 6: "Eles serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e com ele reinarão". Amém. Obrigado Jesus. Por quê? Porque o sacerdócio de Cristo não é o suficiente? Não, porque Cristo é um doador generoso e Ele dá uma participação a todos nós que cooperamos com esta graça.
Sugestões para conversas com não-católicos
Eu devo-lhes dizer que sempre que conversarem com não-católicos ou até mesmo alguns católicos confusos ou ex-católicos, vocês têm que alicerçar isto em Cristo. Vocês têm que colocar as raízes disso tudo em Cristo. É a vida Dele, é a graça Dele, é a santificacão Dele e na Sua beatitude que participamos. A razão pela qual os mortos são benditos em 14, 13, a razão pela qual os martires são benditos em 22, 14 é porque eles estão em Cristo; mas eles são benditos.
Quando Cristo vos abençoa, garantido o resto, você está abençoado! E é por isso que Nossa Senhora pode dizer em Lucas 1, 48: "Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada". Nós só estamos demonstrando que ela está certa e que tudo o que fazemos é nos juntar aos anjos porque, o que disseram os anjos? "Ave, cheia de graça, bendita és tu entre as mulheres". E quando clamamos a mãe de Deus, é praticamente o que Isabel diz: "A mãe do meu Senhor me visita".
Então por que o rosário é tão ofensivo? A primeira parte nada mais é do que a Escritura: "Ave-Maria, cheia de graça. O Senhor é convosco. Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre, Jesus. Santa Maria," (porque Cristo a fez santa) "Mãe de Deus," (Isabel declarou que ela era mãe do Senhor,) "rogai por nós, pecadores," (o que estamos confessando? Estamos confessando nossa própria corrupção; quero dizer, a doutrina do pecado) "Rogai por nós, pecadores," (agora porque somos fracos e dependentes) "e na hora de nossa morte,"
(quando formos para a presença de Deus). Veja toda a boa teologia que existe aí.
Nós temos a doutrina do pecado. Temos a doutrina da salvação. Temos a doutrina da graça. Temos até mesmo a escatologia, a "hora de nossa morte". Quero dizer, raramente se encontra um parágrafo num livro de teologia que tenha tanta doutrina e passagens corretas. E tudo o que estamos fazendo é ecoar o anjo e tudo o que ele estava fazendo era ecoar Jesus porque tudo o que ele é, é um mensageiro de Deus, com a mensagem de Deus.
Nós bendizemos Deus que é bendito acima de todos e depois bendizemos aqueles que ele bendiz porque esta é a natureza da aliança. Sempre foi. Genesis 27,29 fala sobre a benção de Israel: "Que os povos te sirvam, que nações se prostrem diante de ti! Sê um senhor para teus irmãos, que se prostrem diante de ti os filhos de tua mãe! Maldito seja quem te amaldiçoar! Bendito seja quem te abençoar!" - esta foi a benção de Isaac sobre Israel.
É isto que fazemos ao venerar os santos. Nós bendizemos aqueles que Deus abençoou. "Bendito seja quem te abençoar". É esta a natureza da aliança nos Tempos Antigos e as bençãos não enfraquecem a Nova Aliança. Pelo contrário. Assim, se você é abençoado quando abençoa aqueles que Deus abençoou no passado, quanto mais você será quando bendizer aqueles que Deus abençoou em Cristo? É por fim a benção de Cristo.
Nós não fazemos orações para os santos ao invés de para Cristo. Nós rezamos através dos santos à Deus em Cristo. Mas você pode dizer isso de várias maneiras ou você pode ter significados secundários que podem estar corretos, mas por fim, os santos não atendem nossas orações. Eles ecoam nossas orações com profundidade, discernimento e amor maiores. "A oração fervorosa do justo tem grande poder!" Isto não é encontrado somente no Novo Testamento, mas é basicamente testemunhado por toda a Escritura. Não só os justos da terra mas os justos em geral, onde quer que estejam. Eles podem fazer orações e elas tem grande poder.
A palavra alemã para benção é "segnum". Ela é na verdade derivada do latim "signare", que quer dizer "fazer o sinal da cruz". A cruz é a fonte de todas as bençãos. Nós não tiramos o mérito da cruz quando bendizemos os santos que Cristo abençoa. Nós sustentamos a cruz. Nós exemplificamos a cruz. Exemplificamos a obra de Cristo. 2 Timoteo 2, 11-12: "Se com ele morremos, com ele viveremos. Se com ele sofremos, com ele reinaremos".
Nós imitamos Cristo. É este o chamado do cristão. Nós honramos aqueles que Cristo honra e da mesma forma. Este é a primeira e talvez a razão mais fundamental mas em segundo lugar, nós desejamos seguir o exemplo heróico deles ao imitarem Cristo. Eu sei, pois tenho visto muitas famílias onde se o primeiro filho é bom, os outros podem seguir seu exemplo. Eu sei por experiência própria que se o primeiro filho extravia, as chances são muito maiores de que os outros se extraviem, como aconteceu comigo. Graças a Deus, ele nos alcança não importa onde estamos ou quem somos ou o que fazemos, mas o fato é que os exemplos, especialmente os exemplos heróicos ajudam bastante.
Tudo o que fazemos é celebrar a obra de Cristo, as obras-primas de Cristo, especialmente quando se trata da Santíssima Virgem Maria. Adore a Deus e somente a Deus, mas venere, honre, bendiga aqueles que ele honra e aqueles que ele bendiz. Só estamos imitando Cristo e estamos somente nos ajudando e ajudando a outros a seguirem o exemplo heróico de Sua virtude e de Seu sacrifício.
Conclusão
Antes que eu termine, eu quero tirar uma espécie de tangente final. Talvez eu devesse tê-la feito ontem, mas eu falei bastante sobre Maria tanto hoje de manhã como ontem. Eu focalizei em Nossa Senhora ontem, então você pode pensar que eu não devesse focalizar nela nesta manhã, mas eu gosto de focalizar nela todo dia. Em particular existe uma questão que já surgiu, pelo menos implicitamente. Nós falamos sobre ela e a Igreja ensina a dulia, a veneração e a honra aos santos, mas para aquela que é a Rainha de todos os santos, devemos a hiperdulia, que não é a mesma coisa que latria, que é adoração.
Eles são finitos. Eles são criaturas. Eles estariam perdidos e mortos no pecado se não fosse pela graça de Cristo. Só Deus é infinito, eterno. Só Ele possui auto-existência. Eles têm existência. Ele é a própria existência. Jamais nos esqueçamos disto. Ajudemos outros perceberem a que jamais nos esquecemos disto e que deixamos esta distinção bem clara. E façamos de nossa adoração a Deus o melhor possível para que nossa dulia seja distinta de nossa latria.
Mas e sobre a virgindade perpétua de Maria? Nós falamos sobre Maria e hiperdulia. Falamos sobre a virtude da virgindade. Por que existe a doutrina da virgindade perpétua? Por que isto é definido "de fide" (=de fé) como algo que os católicos devem crer estar de acordo com a Igreja? Bem, por uma razão porque é verdade. Segundo, porque a Igreja sempre aceitou isto e a Igreja sempre ensinou isto. O Credo de Santo Epifanio, em 374, afirma: "Maria, sempre virgem". O Segundo Concílio de Constantinopla em 553 bem como o Concílio de Latrão em 649, também afirma: "Maria, sempre virgem". Santo Agostinho sempre insistiu nisso. Junto com Santo Agostinho, S, Jerônimo escreveu um livro sobre a Virgindade Perpétua da Santissima Virgem Maria em resposta a Helvidio, que em 380 foi a primeira pessoa nos registros verdadeiramente a negar a virgindade perpétua de Maria e a sugerir que os irmãos de Jesus eram irmãos de sangue e filhos de Maria.
S. Jeronimo nem mesmo queria escrever o livro. Ele achava Helvidio bastante esquisito. Ele disse, "isto é uma novidade maldosa e uma afronta ousada para a fé de todo o mundo". Lutero acreditava nela. Calvino afirmou-a e Zwinglio, todos eles, falaram de "Maria, sempre virgem" em seus escritos. Bem, então como é que se lida com as passagens bíblicas?
Façamos isto apenas brevemente. A irmandade de Cristo é provavelmente o maior obstáculo. Mateus 1, 25: "Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho". Eu já disse que a palavra "até" pode ser conjuntiva. O que eu quero dizer é que "até" nem sempre significa algo como: "Ela era virgem até depois de dar a luz um filho e depois ela deixou de ser virgem". Nem sempre significa isso. Por exemplo, 2Samuel 6, 23: "E Micol, filha de Saul, não teve filhos até o dia de sua morte"; obviamente não significa que ela teve gêmeos após o funeral. Deuteronomio 34, 6 fala sobre o enterro de Moisés, que aparentemente foi Deus quem fez: "e até hoje ninguém sabe onde é a sua sepultura". Isso não significa que quando o Deuteronômio foi escrito, eles a encontraram. Eles nuncam a acharam.
Assim, a tradução de Knox de Mateus 1, 25 é que ele não a conheceu em nenhum tempo antes dela dar a luz ao primogênito. Bom, e sobre a palavra "primogenito"? Isto não sugere que houve um segundo e um terceiro? Não, claro que não, e todo mundo que conhece o Antigo Testamento percebe isto porque primogenito em Exodo 13, 2 e Exodo 34 é na verdade um termo técnico para a criança que "inaugura o ventre materno". O primogenito é consagrado automaticamente ao Senhor. Mesmo se você tiver muitos outros, aquele primogênito é consagrado e é especial.
Bom, mas você pode dizer: "Não é natural ela não ter tido relações com José". Bem, não se ela fez uma promessa sagrada que aparentemente era um costume da época, até mesmo se fosse raro. Mas vamos continuar. "Muito bem, não é natural ser casada e não ter relações com seu parceiro, mas também não é natural conceber a segunda pessoa da Divindade em seu ventre e ter seu útero transformado no tabernáculo último e cósmico da salvação para todos os filhos de Deus. Para ser posto a parte para o propósito mais sagrado imaginável em toda a história da humanidade".
Quero dizer, nós não usamos a nossa melhor porcelana para fazer pic-nic no fundo do quintal, usamos? Portanto, se Deus usou este recipiente para o propósito mais sagrado imaginável ao homem, José deve ter tido um senso de decência sobre outros usos que não deixam de ser sagrados em si mesmos, da mesma forma que copos e pratos de plástico não são profanos, mas as coisas têm o seu lugar próprio. Não é natural dar a luz à Segunda Pessoa da Trindade, ensinar a andar, a falar e a rezar, o Deus que te criou. Não seria inatural, eu penso, se você se achar nesta situação, não seria improvável devotar-se tão completamente ao serviço de Deus nesta oportunidade tão absolutamente única, espetacular e estranha.
Não se trata somente de uma família normal. A Sagrada Família é um exemplo, mas não é uma família típica porque nem todas as pessoas têm por um filho ou um irmão o Logos eterno. Isto é único. Assim, o casamento deles também era único.
E sobre aqueles que eram chamados especificamente de irmãos de Jesus? Pegue por exemplo, Tiago. Tiago, nos é dito ser o irmão de Jesus. Mas espere um pouco, se você estudar a cena da cruz, você pode entender o que isto significa. Mateus 27, 56 fala de Maria ao pé da cruz que é a mãe de Tiago e de José. Marcos 15, 40, descreve Maria como a mãe de Tiago o Menor. E depois em João 19, 25 lemos sobre Maria, mãe de Jesus e no próximo parágrafo, "Maria mulher de Cleofas".
Fica óbvio quando se correlaciona estes três textos, Mateus 27, 56; Marcos 15, 40 e João 19, 25, que Maria, a mulher de Cleofas, diferente de Maria, a mãe de Jesus, é a mãe de Tiago. Mas só depois de ter correlacionado estes três textos. Alguém pode dizer: "Mas espere aí. Mateus 10, 3 descreve Tiago como filho de Alfeu", mas a grande maioria dos estudiosos diz que provavelmente Cleofas é o nome grego para o mesmo homem que é chamado de Alfeu, porque era bem típico ter um nome aramaico, como Alfeu, e ao mesmo tempo tomar um nome grego para as pessoas de origem grega em sua comunidade, como por exemplo Cleofas. Como Saulo, o fariseu; Saulo é o seu nome judeu. Deus não disse, "Eu vou mudar seu nome para Paulo"; este já era seu nome romano legal. Isto era comum naquela época.
Eu gostaria de sugerir que considerássemos João 19 no pé da cruz. Se Jesus tivesse outros irmãos, irmãos mais velhos, como em João 7 - um monte de pessoas sustenta o fato de que ele parece ter irmãos mais velhos - então a quem você acha que ele confiaria sua mãe? A João, o discipulo amado? E se você fizer um estudo mais aprofundado a este respeito, você irá descobrir que Tiago e João eram primos de Jesus, então o que Jesus estava fazendo era confiar sua mãe a um de seus primos, o discípulo amado. Pelo menos é isto o que incontáveis estudiosos têm sustentado. O que seria bastante natural se você não tivesse nenhum irmão de sangue mas tivesse primos. E na língua hebraica não existe palavra para primo. A palavra que é usada é irmão, não só para primos mas para sobrinhos também.
Temos exemplos em abundância. Genesis 14, 14: Lot é chamado de irmão de Abraão. Tecnicamente Abraão era tio de Lot. Genesis 29, 15 fala sobre Tio Labão como sendo irmão de Jacó. Na verdade, eu acho que o oposto, Jacó é irmão de Labão. É um relacionamento de sobrinho mas em hebraico não existe palavra que represente primo. Assim, o Antigo Testamento Grego não está traduzindo o "primo" de Genesis 14, 14, mas está transliterando-o para "adelphos" ou irmão, mesmo o tradutor sabendo que se está falando sobre um primo ou um sobrinho. E o que parece acontecer no Novo Testamento é algo semelhante. Ou seja, este costume foi transferido para os livros do Novo Testamento.
"Adelphos" é usado com frequencia para denotar aqueles que podemos provar serem primos, e não "anepsios" que não é usado com frequencia porque não estava de acordo com o costume hebraico. Nós podemos continuar olhando para outros exemplos e outras provas. Mas deixe-me dizer novamente que quando esta nova descoberta, quando esta doutrina novinha de que Jesus tinha irmãos e irmãs foi introduzida por Helvidio em 380, quase quatro séculos depois de Cristo, tudo o que S. Jerônimo podia dizer é que isto é uma novidade maldosa e uma afronta ousada para a fé de todo o mundo.
Nós, irmãos e irmãs, temos um péssimo caso de amnésia. Nós esquecemos aquilo que precisamos lembrar. E não só precisamos lembrar disto, precisamos viver e amar, partilhar e aumentar o nosso conhecimento a este respeito. Afinal, você pode dizer: "Eu não tenho tempo. Não tenho energia", mas veja bem, nós temos 60, 70, 80 anos, alguns 30, 40, 50. Que melhor maneira de usar nosso tempo do que usá-lo para conhecer a Santíssima Trindade e tudo o que Cristo tem feito para nos salvar e para fazer de nós sua família? Você consegue pensar em coisas melhores para fazer com o seu tempo? Eu não.
Temos que nos preparar para uma eternidade junto de Deus. Temos que aprender a amar a adoração. Temos que aprender a amar os santos. Temos que praticá-la para que quando cheguemos lá, isto não seja tão novo e estranho. O que será estranho e novo é contemplar a glória de Cristo em suas faces, mas os laços fraternais serão fortalecidos por esta vida nos preparando para aquela reunião grandiosa, para aquele grande retorno. Porque o céu é o nosso lar. A Santíssima Trindade é a primeira família e todos os santos são nossos irmãos e irmãs.
Assim, nós imitamos Cristo. Nos mantemos firmes na antiga fé da Igreja ao venerarmos os santos, especialmente a Santissima Virgem Maria.
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1Aqui Scott Hahn faz uma comparação com o baseball que eu vou tentar simplicar para o futebol...
2Aqui o autor descreve uma situação relativa ao povo americano.
3Aqui ele faz uma alegoria ao exame de época, quando não se passa no exame final.
Artigo publicado originalmente no site AgnusDei depois incorporado ao Veritatis Splendor. Tradução de Sandra Katzman.
Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/imagens-santos/870-a-veneracao-dos-santos-atraves-de-uma-perspectiva-biblica
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Quem é Jesus Cristo? Uma criatura ou Criador?
Diz os ensinos heréticos das testemunhas-de-Jeová e dos espíritas, a respeito de Jesus Cristo:
Não é Deus;
Em sua vida humana foi simplesmente uma pessoa espiritual;
Não é todo-poderoso;
Foi criado pelo Pai, como criadas foram as demais coisas;
Não é o autor da Criação.
A Bíblia enfatiza a divindade de Cristo. O testemunho geral das Escrituras é que:
Cristo é Deus (Jo 1,1; 10,30.33.38; 14,9.11; 20,28; Rm 9,5; Cl 1,15; 2,9; Fp 2,6; Hb 1,3; 2Cor 5,19; 1Pe 1,2; 1Jo 5,2; Is 9,6).
Cristo é todo-poderoso (Mt 28,18; Ap 1,8).
Cristo não foi criado, pois é eterno (Jo 1,18; 6,57; 8,19.58; 10,30.38; 14,7.9.10.20; 16,28; 17,21).
Cristo é o autor da Criação (Jo 1,3; Cl 1,16; Hb 1,2.10; Ap 3,14).
Muitas afirmações feitas no Antigo Testamento a respeito de Jeová, são cumpridas e interpretadas no Novo Testamento, referindo-se a Jesus Cristo. Compare:
Isaías 40,3-4 com Lucas 1,68-69.76
Exodo 3,14 com João 8,56-58
Jeremias 17,10 com Apocalipse 2,23
Isaías 60,19 com Lucas 2,32
Isaías 6,10 com João 12,37-41
Isaías 8,12-13 com lPedro 3,14-15
Isaías 8,13-14 com lPedro 2,7.8
Números 21,6-7 com lCoríntios 10,9
Salmo 23,1 com João 10,ll; 1Pedro 5,4
Ezequiel 34,ll-12 com Lucas 19,10
Deuteronômio 6,16 com Mateus 4,10
Prova da Divindade de Cristo
Atributos inerentes a Deus Pai relacionam-se harmoniosamente com Cristo, provando a sua divindade. Deste modo a Bíblia apresenta-o como:
O Primeiro e o Último (Is 41,4; Cl 1,15,18; Ap 1,17; 21,6).
Senhor dos Senhores (Ap 17,14).
Senhor de todos e Senhor da Glória (At 10,36; 1 Cor 2,8).
Rei dos reis (Is 6,1-5; Jo 12,41; 1Tm 6,15).
Juiz (Mt 16,27; 25,31-32; 2Tm 4,1; At 17,31).
Pastor (Sl 23,1; Jo 10,ll-12).
Cabeça da Igreja (Ef 1,22).
Verdadeira Luz (Lc 1,78-79; Jo 1,4.9).
Fundamento da Igreja (Is 28,16; Mt 16,18).
Caminho (Jo 14,6; Hb 10,19-20).
A Vida (Jo 11,25; 1Jo 5,11-12).
Perdoador de pecados (Sl 103,3; Mc 2,5; 7,48.50).
Preservador de tudo (Hb 1,3; Cl 1,17).
Doador do Espírito Santo (Mt 3,ll; At 1,5).
Onipresente (Ef 1,20-23).
Onipotente (Ap 1,8).
Onisciente (Jo 21,17).
Santificador (Hb 2,ll).
Mestre (Lc 21,15; Gl 1,12).
Ressuscitador de si mesmo (Jo 2,19).
Inspirador dos profetas (1Pe 1,17).
Supridor de ministros à Igreja (Ef 4,ll).
Salvador (Tt 3,4-6).
Autor: Pof. Felipe Aquino
Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=90&scat=141&id=387
Não é Deus;
Em sua vida humana foi simplesmente uma pessoa espiritual;
Não é todo-poderoso;
Foi criado pelo Pai, como criadas foram as demais coisas;
Não é o autor da Criação.
A Bíblia enfatiza a divindade de Cristo. O testemunho geral das Escrituras é que:
Cristo é Deus (Jo 1,1; 10,30.33.38; 14,9.11; 20,28; Rm 9,5; Cl 1,15; 2,9; Fp 2,6; Hb 1,3; 2Cor 5,19; 1Pe 1,2; 1Jo 5,2; Is 9,6).
Cristo é todo-poderoso (Mt 28,18; Ap 1,8).
Cristo não foi criado, pois é eterno (Jo 1,18; 6,57; 8,19.58; 10,30.38; 14,7.9.10.20; 16,28; 17,21).
Cristo é o autor da Criação (Jo 1,3; Cl 1,16; Hb 1,2.10; Ap 3,14).
Muitas afirmações feitas no Antigo Testamento a respeito de Jeová, são cumpridas e interpretadas no Novo Testamento, referindo-se a Jesus Cristo. Compare:
Isaías 40,3-4 com Lucas 1,68-69.76
Exodo 3,14 com João 8,56-58
Jeremias 17,10 com Apocalipse 2,23
Isaías 60,19 com Lucas 2,32
Isaías 6,10 com João 12,37-41
Isaías 8,12-13 com lPedro 3,14-15
Isaías 8,13-14 com lPedro 2,7.8
Números 21,6-7 com lCoríntios 10,9
Salmo 23,1 com João 10,ll; 1Pedro 5,4
Ezequiel 34,ll-12 com Lucas 19,10
Deuteronômio 6,16 com Mateus 4,10
Prova da Divindade de Cristo
Atributos inerentes a Deus Pai relacionam-se harmoniosamente com Cristo, provando a sua divindade. Deste modo a Bíblia apresenta-o como:
O Primeiro e o Último (Is 41,4; Cl 1,15,18; Ap 1,17; 21,6).
Senhor dos Senhores (Ap 17,14).
Senhor de todos e Senhor da Glória (At 10,36; 1 Cor 2,8).
Rei dos reis (Is 6,1-5; Jo 12,41; 1Tm 6,15).
Juiz (Mt 16,27; 25,31-32; 2Tm 4,1; At 17,31).
Pastor (Sl 23,1; Jo 10,ll-12).
Cabeça da Igreja (Ef 1,22).
Verdadeira Luz (Lc 1,78-79; Jo 1,4.9).
Fundamento da Igreja (Is 28,16; Mt 16,18).
Caminho (Jo 14,6; Hb 10,19-20).
A Vida (Jo 11,25; 1Jo 5,11-12).
Perdoador de pecados (Sl 103,3; Mc 2,5; 7,48.50).
Preservador de tudo (Hb 1,3; Cl 1,17).
Doador do Espírito Santo (Mt 3,ll; At 1,5).
Onipresente (Ef 1,20-23).
Onipotente (Ap 1,8).
Onisciente (Jo 21,17).
Santificador (Hb 2,ll).
Mestre (Lc 21,15; Gl 1,12).
Ressuscitador de si mesmo (Jo 2,19).
Inspirador dos profetas (1Pe 1,17).
Supridor de ministros à Igreja (Ef 4,ll).
Salvador (Tt 3,4-6).
Autor: Pof. Felipe Aquino
Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=90&scat=141&id=387
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Significados dos gestos e posições na Santa Missa.
Significados dos gestos e posições na Santa Missa
- Sentado: É uma posição cômoda, uma atitude de ficar à vontadepara ouvir e meditar, sem pressa.
- De pé: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer. (Posiçãode orante)
- De Joelhos: Posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramentoe durante a consagração do pão e vinho.
- Genuflexão: Éum gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário.
- Inclinação: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.
- Mãos levantadas: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus.
- Mãos Juntas: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.
- Silêncio: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=90&scat=138&id=581
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
11 Perguntas feitas a Lúcifer.
11 PERGUNTAS FEITAS A LÚCIFER
QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]
COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]
ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]
QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]
ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]
O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]
O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]
O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]
COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]
QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais: uso o nome de Jesus para que seus ensinamentos sejam distorcidos, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com minha corja para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 corintios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]
E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A importância do Papa.
Ao instituir a Igreja, a partir do Colégio dos Doze Apóstolos, Jesus o quis como um grupo estável e escolheu Pedro para chefiá´lo (cf. Mt 16, 16s).
É fácil compreender essa iniciativa do Senhor.
Todo grupo humano precisa ter uma cabeça visível para manter a sua ordem e integridade.
Nenhuma instituição humana sobrevive sem observar esta lei.
O Código de Direito Canônico da Igreja, diz que:
´O Bispo da Igreja de Roma, no qual perdura o múnus concedido pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido a seus sucessores, é a Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e aqui na terra Pastor da Igreja universal; ele, pois, em virtude de seu múnus, tem na terra o poder ordinário supremo, pleno, imediato e universal, que pode sempre exercer livremente´ (CDC,Cân.331). A Igreja, que é semelhante ao próprio Jesus, isto é, ao mesmo tempo, humana e divina, precisa também ter uma Cabeça visível. Ela tem a sua Cabeça divina, invisível, o próprio Cristo; e tem a sua Cabeça humana, o seu chefe visível, o Papa. Cristo assim o quis. Diz o Catecismo que: ´Somente a Simão, a quem deu o nome de Pedro, o Senhor constituiu como a pedra da sua Igreja. Entregou´lhe as suas chaves, instituiu´o pastor de todo o rebanho´ (§881). ´E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus´ (Mt 16,18´19). Estas palavras de Jesus são claríssimas, e só não as entende quem não quer. Não há como distorcê´las e manuseá´las. Pedro é a pedra sobre a qual Ele quis edificar a ´Sua´ Igreja. É preciso notar que o Senhor diz ´a Minha Igreja´. Usou um pronome possessivo ´Minha´; ela é propriedade Sua, é o Seu próprio Corpo, e Ele a quis construída sobre o Papa.
Não existe outra. Para não deixar dúvidas a respeito disto, no primeiro encontro que Jesus teve com Simão, trocou´lhe o nome para ´Kefas´, que quer dizer Pedro, o mesmo que pedra em aramaico. Quem nos relata isso é o evangelista São João.Pedro não se deu conta da grandiosidade daquele acontecimento, no momento, mas, certamente, se lembrou dele mais tarde. Ouçamos o evangelista contar, logo no início do seu Evangelho: ´André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João [Batista] e que o tinham seguido. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse´lhe: ´Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). Levou´o a Jesus e Jesus, fixando nele o olhar, disse ´Tu és Simão, filho de João; serás chamado Kefas (que quer dizer pedra)´(Jo 1,40ss)´. É importante observar que ´no primeiro encontro´ com Simão, Jesus ´fixa nele o olhar´ e promete mudar o seu nome para Pedro. Isto não foi sem razão. Note também que Jesus colocou o verbo no futuro ´serás´ chamado ´Kefas´. Isto se deu, depois, na Cesaréia de Filipe: ´Tu és Pedro (Kefas)...´ A Bíblia nos indica que quando Deus muda o nome de alguém, é porque está dando a essa pessoa uma missão.Para o judeu o nome da pessoa tinha algo a ver com a sua identidade e missão. Assim, por exemplo o Anjo disse a José: ´Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus [= Yahweh salva], porque ele salvará o seu povo de seus pecados´ (Mt 1,21). Veja que o nome dado ao Messias de Deus é Jesus, designando a sua identidade divina (Yahweh) e a sua missão salvífica (salva). Um exemplo marcante de mudança de nome foi o que ocorreu com Abraão. Ele se chamava Abrão, que quer dizer ´pai elevado´, e Deus muda seu nome para Abraão, que significa ´pai de uma multidão´, porque Deus o escolhera para a grandiosa tarefa de pai do seu Povo. Diz o Gênesis: ´Abrão [note o nome antigo!] tinha noventa e nove anos. O Senhor apareceu´lhe e disse: ´Eu sou o Deus todo´poderoso. Anda em minha presença e sê íntegro, quero fazer aliança contigo e multiplicarei ao infinito a tua descendência´. Abrão prostrou´se com o rosto por terra. Deus disse´lhe: ´Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos. De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti uma multidão de povos...´(Gen17,18). Foi um momento muito solene em que Deus escolheu o ´Pai´ do seu Povo, de onde nasceria o Salvador. É interessante notar que Deus muda também o nome de Sara, de Sarai (estéril) para Sara (fértil). ´Disse Deus a Abraão: ´Não chamarás mais a tua mulher Sarai e sim Sara. Eu a abençoarei, e dela te darei um filho. Eu a abençoarei, e ela será mãe de nações e dela sairão reis´ (Gen 17, 15´16). A mesma mudança de nome ocorreu com Jacó, o Patriarca do povo Judeu, que Deus passa a chamar de Israel (o que luta com Deus): ´Deus apareceu ainda a Jacó ... e o abençoou. Deus lhe disse: ´Tens o nome de Jacó, mas não te chamarás mais Jacó: teu nome será Israel´.Deus disse: ´Eu sou El Shaddai. Sê fecundo e multiplica´te. Uma nação, uma assembléia de nações nascerá de ti e reis sairão de teus rins. Eu te dou a terra que dei a Abraão e a Isaac...´ (Gen 35,10´13).
Nessas passagens vemos outro momento solene na história do povo de Deus, onde Ele muda o nome de Jacó para designar´lhe o Patriarca. A expressão ´El´ significa ´Deus de Israel´ (Gen 33,20). Essa ´mudança de nome´ Jesus fez também com Simão, ´no primeiro encontro´, em vista da missão solene que lhe haveria de dar mais tarde: ´Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja´ (Mt 16,18). Não resta dúvida, portanto, que Pedro, e seus sucessores, são a Pedra angular, visível, que Cristo, Pedra angular invisível, quis na Igreja. Jesus quis essa pedra visível para que ela mantivesse a unidade da Igreja e a integridade da sua doutrina na verdade que liberta e salva. Após a Ressurreição Jesus confirmou Pedro como o pastor de todo o rebanho. ´Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: ´Simão, filho de João, amas´me mais do que estes ? ´ Respondeu ele: ´Sim, Senhor, tu sabes que te amo´. Disse´lhe Jesus. ´Apascenta os meus cordeiros´ (Jo 21, 15´17)´. Por três vezes o Senhor repetiu esta pergunta a Pedro, e por três vezes lhe disse: ´Apascenta as minha ovelhas´. A nenhum outro apóstolo isto foi dito. Alguns Padres da Igreja viram nesta tríplice confirmação de Pedro como ´Pastor do rebanho´, como que uma maneira de apagar aquelas três vezes que Pedro negou tristemente o Senhor dizendo: ´Não conheço este homem´ (Jo 18,17.25´27, Mt 26,70´75). Na verdade essa repetição tríplice era a forma solene que o hebreu usava na confirmação de uma missão. É importantíssimo notar que, mesmo após Pedro ter negado Jesus tristemente, por três vezes, ainda assim o Senhor não tirou dele a chefia do rebanho. Como então ´ podemos perguntar ´ os homens querem tirar de Pedro e do Papa o Primado da Igreja, se nem mesmo Jesus, após ter sido negado e renegado por Pedro, tirou´lhe o mandato? Se Cristo manteve Pedro como o Chefe da Sua Igreja, mesmo após a tríplice negação, seremos nós, homens, que teremos a ousadia de negar´lhe o primado? Não sejamos insensatos, ´de Deus não se zomba´ (Gal 6,7), nos ensina São Paulo. Isto mostra que atentam gravemente contra a vontade expressa do Senhor aqueles que não querem aceitar a jurisdição do Papa sobre toda a Igreja universal. Desde os primeiros séculos da Igreja, o Bispo de Roma, o Papa, exerceu este primado. Vejamos, por exemplo, o que diz São Cipriano (258), bispo de Cartago, o grande defensor da unidade da Igreja, já no terceiro século: ´O Senhor diz a Pedro: ´Eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Dar´te´ei as chaves do reino dos céus...O Senhor edifica a sua Igreja sobre um só, embora conceda igual poder a todos os apóstolos depois de sua ressurreição, dizendo: ´Assim como o Pai me enviou, eu os envio. Recebei o Espírito Santo, se perdoardes os pecados de alguém, ser´lhes´ão perdoados, se os retiverdes, ser´lhes´ão retidos. No entanto, para manifestar a unidade, dispõe por sua autoridade a origem desta mesma unidade partindo de um só. Sem dúvida, os demais apóstolos eram, como Pedro, dotados de igual participação na honra e no poder; mas o princípio parte da unidade para que se demonstre ser única a Igreja de Cristo... Julga conservar a fé quem não conserva esta unidade da Igreja? Confia estar na Igreja quem se opõe e resiste à Igreja? Confia estar na Igreja, quem abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?´ ( Sobre a Unidade da Igreja ). Vemos, portanto, que desde os primeiros séculos, os cristãos já tinham a noção exata de que sobre a cátedra de Pedro foi fundada a Igreja. São João Crisóstomo (407), bispo de Constantinopla, doutor da Igreja, dizia que: ´No interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões relativas à fé sem o consentimento do Bispo de Roma.´ ´Pedro, na verdade, ficou para nós como a pedra sólida sobre a qual se apoia a fé e sobre a qual está edificada a Igreja. Tendo confessado ser Cristo o Filho de Deus vivo, foi´lhe dado ouvir: ´Sobre esta pedra ´ a da sólida fé ´ edificarei a minha Igreja´(Mt 16,18).´ ´Tornou´se enfim Pedro o alicerce firmíssimo e fundamento da Casa de Deus, quando, após negar a Cristo e cair em si, foi buscado pelo Senhor e por ele honrado com as palavras: ´apascenta as minhas ovelhas´(Jo 21,15s). Dizendo isto, o Senhor nos estimulou à conversão, e também a que de novo se edificasse solidamente sobre Pedro aquela fé, a de que ninguém perde a vida e a salvação, neste mundo, quando faz penitência sincera e se corrige de seus pecados´ (Haer. 59,c,8).
Segundo o testemunho de Santo Ireneu (202), desde o primeiro século, a Igreja de Roma tinha a primazia do ensino. Antes de dar a lista dos doze primeiros papas, ele afirma:´Porque é com essa Igreja (de Roma), em razão de sua mais poderosa autoridade de fundação, que deve necessariamente concordar toda igreja, isto é, que devem concordar os fiéis procedentes de qualquer parte, ela, na qual sempre, em benefício dos que procedem de toda parte, se conservou a tradição que vem dos apóstolos´ (Contra as Heresias). Santo Agostinho, após a condenação do Pelagianismo, a heresia que desprezava a graça de Deus, no sínodo do ano 416, com a concordância do Papa Inocêncio I, pronunciou a frase que ficou célebre na Igreja:´Roma locuta, causa finita!´ (Roma falou, encerrada a questão!) S. Pedro Crisólogo (450) afirmava: ´No interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões relativas à fé sem o consentimento do Bispo de Roma.´ Eusébio de Cesaréia (340) dá o seu tes temunho, de que Pedro viveu e morreu em Roma: ´Pedro e Paulo, indo para a Itália, vos transmitiram os mesmos ensinamentos e por fim sofreram o martírio simultaneamente´ (História Eclesiástica, II 25,8). A História da Igreja, desde cedo, mostra que os sucessores de S. Pedro em Roma fizeram uso da sua jurisdição. Por exemplo na questão da data da festa da Páscoa, no século II, alguns cristãos da Ásia Menor não queriam seguir o calendário de Roma; o Papa S. Victor (189´199) ameaçou´os de excomunhão (cf. Hist. Ecles. Eusébio V 24, 9´18). Ninguém contestou o Bispo de Roma, o Papa; e parecia claro a todos os bispos que nenhum deles podia estar em comunhão com a Igreja universal (já chamada de católica) sem estar em comunhão com a Igreja de Roma. Isto mostra bem o primado de Pedro desde o início da Cristandade. Na Encíclica Mystici Corporis Christi, o Papa Pio XII mostrou muito bem que aqueles que não se ligam à Cabeça visível da Igreja, também não se ligam a Cristo, Cabeça da Igreja: ´Há os que se enganam perigosamente, crendo poder se ligar a Cristo, cabeça da igreja, sem aderir fielmente a seu Vigário na terra. Porque suprimindo esse Chefe visível, quebrando os laços luminosos da unidade, eles obscurecem e deformam o Corpo místico do Redentor a ponto de ele não poder ser reconhecido e achado dentro dos homens, procurando o porto da salvação eterna´. Qualquer um de nós no lugar de Jesus, após ter sido negado por Pedro, por três vezes, naquela hora terrível, teria dispensado Pedro da chefia da Igreja. Mas Jesus é diferente de todos nós ... manteve Pedro no timão da sua Barca. Parece´me que Jesus quis fazer o seu eleito, sentir fortemente a sua miséria, para nunca confiar em si mesmo, especialmente no governo da Igreja nascente. Pedro foi orgulhoso; ele havia dito a Jesus, momentos antes de Jesus ser preso: ´Senhor, estou pronto a ir contigo até a prisão e a morte´ (Lc 22,33). Ao que Jesus lhe respondeu: ´Digo´te Pedro, que não cantará hoje o galo, até que três vezes hajas negado que me conheces´ (v. 34). É importante notar que tudo isso aconteceu na mesma noite em que Jesus foi preso. Há uma verdade que os santos nos ensinam: ´é pela humilhação que nos tornamos humildes´.
Jesus deixou Pedro passar pela humilhação de negá´lo três vezes, talvez para que se tornasse humilde e apto para a chefia da Igreja. Mas é importante notar também que nessa mesma noite, Jesus disse a Pedro: ´Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo, mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos´ (Lc 22,31). Como são importantes estas palavras! Não aparece nos Evangelhos outra passagem onde se diga que Jesus orou especificamente por um Apóstolo.Satanás, quis derrubar Pedro, se possível fazer com ele, o que já tinha feito com Judas Iscariotes, mas o Senhor orou por ele: ´mas eu roguei por ti ...´. Se Pedro não desfaleceu após a tríplice negação de Jesus, se não caiu no mesmo remorso desesperador de Judas, certamente foi porque o Senhor intercedeu por ele junto do Pai. Pedro chorou amargamente o seu pecado: ´Voltando´se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor : ´hoje, antes que o galo cante, negar´me´às três vezes. Saiu dali e chorou amargamente´ (Lc 22, 61´62). Que lágrimas benditas! Lágrimas de arrependimento e de dor, mas também de confiança que vence o desespero. Com tudo isso Jesus tinha feito uma grande obra no coração do seu escolhido. Aquele olhar de Jesus para Pedro destruiu toda a presunção e orgulho do primeiro Papa. ´Voltando´se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro lembrou´se da palavra do Senhor...´(Lc 22,61). E depois de tudo isso, Jesus manteve´o no Primado da Igreja... ´Confirma os teus irmãos!´ (Lc 22.31) ´Apascenta as minhas ovelhas!´ (Jo 21,17) Esse é o ministério petrino que o Papa cumpre em todos os tempos, e que o nosso querido João Paulo II exerce viajando pelo mundo todo para confirmar na fé os seus irmãos. Já foram mais de 90 viagens pelo mundo todo... A Igreja já teve cerca de 264 Papas; chegou mesmo a ter 37 anti´Papas, que foram Papas ilegítimos; mas sempre teve o sucessor legítimo de Pedro. A permanência contínua desse ministério, contra todos os obstáculos enfrentados nesses 2000 anos, mostra´nos de maneira inequívoca de que foi instituído por Deus. É interessante notar que nenhum deles assumiu o nome de Pedro. Nunca houve o Pedro II, Pedro III; isto porque na verdade todos eles são o mesmo Pedro. Nós o chamamos de João Paulo II, mas Jesus continua a chamá´lo de Pedro. ´Tu és Pedro !´ (Mt 16,18).Certa vez São João Bosco teve um sonho profético. Viu o mar agitado pelos ventos e uma batalha acontecendo. No meio da tormenta ele viu uma grande nau dirigida pelo Papa, atravessando o oceano agitado. Duas correntes saiam de cada lado da barca e a prendiam em duas fortes colunas de alturas diferentes. Sobre a mais alta ele viu a Sagrada Hóstia num ostensório, estando escrito na sua base as palavras ´Salus credentium´ (Salvação do que crêem). Sobre a outra coluna ele viu a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora e na base as palavras: ´Auxilium Christianorum´ (Auxiliadora dos Cristãos). Deus mostrou a D. Bosco, e a nós, que essas são as três salvaguardas principais da Igreja, que não permitirão jamais as portas do inferno a vencerem: a Eucaristia, Maria e o Papa.
Devemos observar que Pedro sempre foi o lider do Colégio dos Apóstolos e seu porta´voz. Muitas são as passagens onde ele aparece como o líder, antes e depois da morte e ressurreição de Jesus, evidenciando o primado de Pedro no Colégio dos Doze. Vejamos alguns exemplos. O nome de Pedro é mencionado 171 vezes no Novo Testamento. João apenas 46 vezes, é o segundo mais citado. No catálogo dos Apóstolos, Pedro é sempre citado em primeiro lugar: ´Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João seu irmão ...´ (Mc 3,16). ´Eis os nomes dos doze apóstolos: ´o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão ...´ (Mt 10,1´4). ´Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos : Simão, a quem deu o nome de Pedro; André seu irmão...´ (Lc 6,12´16). Após a ressurreição de Jesus, continua Pedro sempre citado em primeiro lugar: ´Tendo entrado no Cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles : ´Pedro e João, Tiago, André ...´ (At 1,13). Por outro lado, Pedro aparece sempre como o ´porta´voz´ do Grupo: ´Então perguntou´lhes Jesus: ´E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: ´Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!´ (Mt 16,15´16). É interessante notar que Pedro é também o escolhido pelo Pai para revelar aos outros a divindade de Jesus. ´Feliz és Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus´ (Mt 16,17). Em outras ocasiões Pedro toma a frente: ´Pedro começou a dizer´lhe: ´Eis que deixamos tudo e te seguimos´ (Mc 10,28). ´Então Pedro se aproximou dele e disse: ´Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim ? Até sete vezes?´ (Mt 18,21). ´Disse´lhe Pedro: ´Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos? ´ (Lc 12,41). No momento difícil, após o discurso sobre a Eucaristia, quando Jesus ´checou´ até o fundo a fé dos discípulos, é Pedro quem responde : ´Então Jesus, perguntou aos Doze: ´Quereis vós também retirar´vos ? Respondeu´lhe Simão Pedro: ´Senhor, a quem iríamos nós ? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus´(Jo 6,67´69). Essas passagens mostram bem a ´escolha´ de Pedro. Em muitas outras encontramos essa expressão ´Pedro e os seus´: ´Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham deixado vencer´se pelo sono ...´ (Lc 9,32) ´Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia ...´ (Mc 16,7). É relevante notar que Jesus orou por Pedro... (Lc 22,31).
Tudo isto mostra a necessidade do Papa para a Igreja. A Pedro o Senhor quis confiar uma missão especial, simbolizado pela palavra ´Kephas´, que quer dizer Rocha, fundamento sólido sobre o qual se ergueria o edifício da Igreja, que haveria de perdurar até o fim do mundo. Por isso, o seu fundamento também há de ser duradouro; daí vemos claramente que as faculdades, os poderes dado a Pedro, hão de ser transmissíveis aos seus sucessores, como desde o princípio os Apóstolos e seus sucessores assim entenderam. Desde o início os demais Apóstolos entenderam a missão especial de Pedro, conferida a ele por Jesus, e o respeitaram. Um fato que mostra bem isso foi, por exemplo, o que aconteceu no dia de Pentecostes. É Pedro quem toma a palavra para falar ao povo : ´Pedro, de pé com os Onze, ergueu a voz e assim lhes falou: ´Homens da Judéia, e habitantes todos de Jerusalém ...´ (At 2,14 s). Em outra ocasião: ´Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu´lhes : ´Chefes do povo e anciãos, ouvi´me ...´ (At 4,8s). É bom recordarmos que o único Apóstolo que ficou aos pés da cruz do Senhor crucificado foi João; mas, ainda assim Pedro permaneceu o lider, o porta´voz deles, o chefe da Igreja, como Jesus havia querido. ´À vista disso, Pedro dirigiu´se ao povo: Homens de Israel, por que vos admirais disto?´ (At 3,12´25). Outro fato importantíssimo do exercício dos poderes de Pedro, foi a admissão do primeiro pagão (Cornélio) na Igreja, em Jope, aceita por ele. Isto era algo inadmissível para os judeus. Mas Jesus mostrou a Pedro que veio salvar a todos; e, depois que Pedro viu o Espírito Santo ´cair sobre os que ouviam a palavra´ (At 10,44) na casa de Cornélio, não teve dúvidas de batizar a todos da sua casa : ´Pode´se, porventura, recusar a água do batismo a esses que, como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo´ (At 10,44´45). Esta foi a primeira vez que os pagãos (os não judeus) foram admitidos na Igreja; isto é, batizados; e por decisão de Pedro. Leia todo o texto de At 10, 1´48. Somente Pedro tinha esta autoridade. Se esta decisão ´história´ fosse tomada por outro, certamente seria muito difícil de ter sido aceita em Jerusalém. Mas, quando Pedro voltou para lá, e expôs cuidadosamente os fatos, todos aceitaram: ´Os apóstolos e os irmãos da Judéia ouviram dizer que também os pagãos haviam recebido a palavra de Deus. E quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis que eram da circuncisão repreenderam´no: ´Por que entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles?´ Mas Pedro fez´lhes uma exposição de tudo o que acontecera....´ ´Depois de terem ouvido essas palavras, eles se calaram e deram glória a Deus dizendo: ´Portanto também aos pagãos concedeu Deus o arrependimento que conduz à vida´(At 11,1´18). É relevante o fato do Senhor ter introduzido os pagãos na Igreja, pelo Batismo, exatamente através de Pedro. Mais uma vez Pedro... Outro fato marcante na vida da Igreja primitiva, e que mostra claro os poderes de Pedro, foi na realização do Primeiro Concílio universal; o de Jerusalém, no ano 49. Toda a polêmica girou em torno da necessidade da circuncisão antes do pagão ser batizado. São Paulo e S. Barnabé ensinavam, na forte comunidade de Antioquia, que não era necessário a circuncisão; mas alguns cristãos, vindos de Jerusalém à Antioquia ensinavam o contrário. Houve conflito. ´Alguns homens, descendo da Judéia [à Antioquia], puseram´se a a ensinar aos irmãos o seguinte: ´Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos´.
Originou´se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu´se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os Apóstolos e os anciãos em Jerusalém´ (At 15,1´3). Por isso aconteceu o primeiro Concílio da Igreja. Ouçamos a narração de S. Lucas : ´Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou´se e lhes disse: ´Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem ... Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo [circuncisão] que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Nós cremos que pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seremos salvos, exatamente como eles. Toda a assembléia o ouviu silenciosamente´ (At 15,1´12). Só ´depois de terminarem´ (v.13) é que Tiago toma a palavra para corroborar e completar o que Pedro decidiu. Não sei sob que fundamentos alguns livros protestantes querem afirmar que foi Tiago, e não Pedro, quem presidiu o Concílio de Jerusalém. Basta ler Atos15, para se tirar facilmente a conclusão. É interessante notar também o que Pedro lembra a todos: ´há muito tempo Deus me escolheu dentre vós...´ É relevante notar ainda que Paulo e Barnabé, bem como a importante comunidade cristã de Antioquia, a mais antiga depois da de Jerusalém, não resolveu a questão da circuncisão por ela mesma, mas foram levar a decisão para Pedro e os Apóstolos em Jerusalém. Isto mostra que no Cristianismo nunca ouve comunidades ´independentes´ ou igrejas que viviam independentes dos Apóstolos. A Igreja primitiva sempre esteve sob a jurisdição dos Apóstolos e de Pedro, como podemos ver em vários fatos. ´Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuiam terras ou casas vendiam´nas, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam´no aos pés dos apóstolos´ (At 4,35). No episódio triste de Ananias e Safira, é pelas mãos de Pedro que eles recebem a punição de Deus pelo seu pecado: ´Pedro, porém disse : ´Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo ...´. Ao ouvir essas palavras Ananias caiu morto´ (At 5,3´6). É belo notar que: ´...traziam os doentes para as ruas e punham´nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles´ (At 5,15). Quando o sumo Sacerdote e os doutores da lei quiseram obrigar os Apóstolos ao silêncio, ´Pedro e os Apóstolos replicaram: ´importa obedecer antes a Deus do que aos homens´ (At 5,29). Sempre Pedro está na frente; e junto com os Apóstolos. Não há como negar o primado de Pedro à frente da Igreja primitiva. A jurisdição dos Apóstolos sobre a Igreja sempre se fez valer, e jamais, repito, houve ´igrejas independentes´, até a triste reforma protestante de 1517: ´Os Apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram´lhe Pedro e João.
Estes, assim que chegaram fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo ... Então os dois Apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo´ (At 8,14´17). A partir deste episódio a Igreja foi descobrindo o Sacramento da Crisma, ministrado pelo Bispo. Isto mostra que os Apóstolos governavam toda a Igreja primitiva. Após a perseguição que se seguiu à morte de Estevão, muitos gentios se converteram em Antioquia, pela pregação dos dispersos que lá se refugiaram. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé à Antioquia (At 11,19´22). A Igreja de Jerusalém mantinha a vigilância. São Lucas registra que : ´Em cada Igreja [os apóstolos] instituiam anciãos e, após orações com jejuns encomendavam´nos ao Senhor, em quem tinham confiado´ (At 14,23). Esses fatos mostram claro que as igrejas particulares nunca foram independentes dos Apóstolos, e de Pedro especialmente, como querem os irmãos separados da Igreja Católica. Toda a Tradição apostólica confirma isto. São Pedro foi martirizado em Roma. As escavações realizadas sob a basílica do Vaticano nos últimos decênios, bem como os escritores antigos, confirmam isto. Os arqueólogos descobriam um túmulo cristão sob a basílica vaticana, em meio a túmulos pagãos. Esse túmulo cristão tinha acesso por uma via que devia ser muito frequentada. Foram encontradas junto a esse túmulo numerosas inscrições a carvão (graffiti), fazendo menção ao Apóstolo Pedro. Encontraram ossos de um indivíduo de 60 a 70 anos, que é muito provavelmente de S. Pedro. Quando Pedro morreu, no ano 67, os cristãos ainda não tinham cemitérios próprios, e por isso o enterraram em um cemitério pagão. Foi o imperador romano Constantino, filho de Santa Helena, que convertido ao Cristianismo, construiu a basílica de S. Pedro, no século IV. É importante notar que ele podia ter escolhido, ao lado do local onde a Basílica foi construída, um terreno mais adequado, plano e grande: o chamado ´Circo de Nero´. Ao contrário, mandou edificar a Basílica sobre um terreno fortemente inclinado e já ocupado por um cemitério, que era um local respeitado pelos romanos. Se Constantino preferiu o local acidentado e ´desrespeitou´ o cemitério, construindo sobre ele a Basílica, é porque deve ter tido uma razão forte, exatamente a presença do túmulo de São Pedro ali. Por todas essas razões os Bispos de Roma são os sucessores de Pedro, com jurisdição sobre toda a Igreja. A Igreja Católica é chamada também de Romana por ter a sua sede, a Santa Sé, em Roma. Esta denominação, embora não seja uma exigência doutrinária, não é gratuita. Firmando a sede da Sua Igreja exatamente no coração do Império Romano, aquele que quis destruir a Igreja, que sacrificou milhares de mártires, com isto Cristo mostrou ao mundo que a Sua Igreja é invencível, e que jamais os poderes do inferno a vencerão. Sua promessa se cumpre. O império romano, talvez o maior império que a humanidade já conheceu, não conseguiu vencer aqueles Doze homens simples da Galiléia; ao contrário, foi ´engolido´ pelo cristianismo. No ano 313 o imperador Constantino, filho de Santa Helena, assinava o Edito de Milão, que acabava com a perseguição contra os cristãos em todo o império. Pouco tempo depois, o imperador Teodósio oficializava o cristianismo como a religião oficial do império. Um pouco depois, um último imperador, Juliano, que passou à história com o apelido de ´o apóstata´, ainda quis voltar atrás e reinstaurar o paganismo em Roma; mas já era tarde. Dizem que morreu com esta frase nos lábios: ´Tu venceste ó Galileu!´. Como disse muito bem Daniel Rops, ´o Império se ajoelhou diante da Cruz!´ E isto na Roma dos Césares. Por isso a Igreja é romana.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PAPA&id=pap0049
É fácil compreender essa iniciativa do Senhor.
Todo grupo humano precisa ter uma cabeça visível para manter a sua ordem e integridade.
Nenhuma instituição humana sobrevive sem observar esta lei.
O Código de Direito Canônico da Igreja, diz que:
´O Bispo da Igreja de Roma, no qual perdura o múnus concedido pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido a seus sucessores, é a Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e aqui na terra Pastor da Igreja universal; ele, pois, em virtude de seu múnus, tem na terra o poder ordinário supremo, pleno, imediato e universal, que pode sempre exercer livremente´ (CDC,Cân.331). A Igreja, que é semelhante ao próprio Jesus, isto é, ao mesmo tempo, humana e divina, precisa também ter uma Cabeça visível. Ela tem a sua Cabeça divina, invisível, o próprio Cristo; e tem a sua Cabeça humana, o seu chefe visível, o Papa. Cristo assim o quis. Diz o Catecismo que: ´Somente a Simão, a quem deu o nome de Pedro, o Senhor constituiu como a pedra da sua Igreja. Entregou´lhe as suas chaves, instituiu´o pastor de todo o rebanho´ (§881). ´E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus´ (Mt 16,18´19). Estas palavras de Jesus são claríssimas, e só não as entende quem não quer. Não há como distorcê´las e manuseá´las. Pedro é a pedra sobre a qual Ele quis edificar a ´Sua´ Igreja. É preciso notar que o Senhor diz ´a Minha Igreja´. Usou um pronome possessivo ´Minha´; ela é propriedade Sua, é o Seu próprio Corpo, e Ele a quis construída sobre o Papa.
Não existe outra. Para não deixar dúvidas a respeito disto, no primeiro encontro que Jesus teve com Simão, trocou´lhe o nome para ´Kefas´, que quer dizer Pedro, o mesmo que pedra em aramaico. Quem nos relata isso é o evangelista São João.Pedro não se deu conta da grandiosidade daquele acontecimento, no momento, mas, certamente, se lembrou dele mais tarde. Ouçamos o evangelista contar, logo no início do seu Evangelho: ´André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João [Batista] e que o tinham seguido. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse´lhe: ´Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). Levou´o a Jesus e Jesus, fixando nele o olhar, disse ´Tu és Simão, filho de João; serás chamado Kefas (que quer dizer pedra)´(Jo 1,40ss)´. É importante observar que ´no primeiro encontro´ com Simão, Jesus ´fixa nele o olhar´ e promete mudar o seu nome para Pedro. Isto não foi sem razão. Note também que Jesus colocou o verbo no futuro ´serás´ chamado ´Kefas´. Isto se deu, depois, na Cesaréia de Filipe: ´Tu és Pedro (Kefas)...´ A Bíblia nos indica que quando Deus muda o nome de alguém, é porque está dando a essa pessoa uma missão.Para o judeu o nome da pessoa tinha algo a ver com a sua identidade e missão. Assim, por exemplo o Anjo disse a José: ´Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus [= Yahweh salva], porque ele salvará o seu povo de seus pecados´ (Mt 1,21). Veja que o nome dado ao Messias de Deus é Jesus, designando a sua identidade divina (Yahweh) e a sua missão salvífica (salva). Um exemplo marcante de mudança de nome foi o que ocorreu com Abraão. Ele se chamava Abrão, que quer dizer ´pai elevado´, e Deus muda seu nome para Abraão, que significa ´pai de uma multidão´, porque Deus o escolhera para a grandiosa tarefa de pai do seu Povo. Diz o Gênesis: ´Abrão [note o nome antigo!] tinha noventa e nove anos. O Senhor apareceu´lhe e disse: ´Eu sou o Deus todo´poderoso. Anda em minha presença e sê íntegro, quero fazer aliança contigo e multiplicarei ao infinito a tua descendência´. Abrão prostrou´se com o rosto por terra. Deus disse´lhe: ´Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos. De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti uma multidão de povos...´(Gen17,18). Foi um momento muito solene em que Deus escolheu o ´Pai´ do seu Povo, de onde nasceria o Salvador. É interessante notar que Deus muda também o nome de Sara, de Sarai (estéril) para Sara (fértil). ´Disse Deus a Abraão: ´Não chamarás mais a tua mulher Sarai e sim Sara. Eu a abençoarei, e dela te darei um filho. Eu a abençoarei, e ela será mãe de nações e dela sairão reis´ (Gen 17, 15´16). A mesma mudança de nome ocorreu com Jacó, o Patriarca do povo Judeu, que Deus passa a chamar de Israel (o que luta com Deus): ´Deus apareceu ainda a Jacó ... e o abençoou. Deus lhe disse: ´Tens o nome de Jacó, mas não te chamarás mais Jacó: teu nome será Israel´.Deus disse: ´Eu sou El Shaddai. Sê fecundo e multiplica´te. Uma nação, uma assembléia de nações nascerá de ti e reis sairão de teus rins. Eu te dou a terra que dei a Abraão e a Isaac...´ (Gen 35,10´13).
Nessas passagens vemos outro momento solene na história do povo de Deus, onde Ele muda o nome de Jacó para designar´lhe o Patriarca. A expressão ´El´ significa ´Deus de Israel´ (Gen 33,20). Essa ´mudança de nome´ Jesus fez também com Simão, ´no primeiro encontro´, em vista da missão solene que lhe haveria de dar mais tarde: ´Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja´ (Mt 16,18). Não resta dúvida, portanto, que Pedro, e seus sucessores, são a Pedra angular, visível, que Cristo, Pedra angular invisível, quis na Igreja. Jesus quis essa pedra visível para que ela mantivesse a unidade da Igreja e a integridade da sua doutrina na verdade que liberta e salva. Após a Ressurreição Jesus confirmou Pedro como o pastor de todo o rebanho. ´Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: ´Simão, filho de João, amas´me mais do que estes ? ´ Respondeu ele: ´Sim, Senhor, tu sabes que te amo´. Disse´lhe Jesus. ´Apascenta os meus cordeiros´ (Jo 21, 15´17)´. Por três vezes o Senhor repetiu esta pergunta a Pedro, e por três vezes lhe disse: ´Apascenta as minha ovelhas´. A nenhum outro apóstolo isto foi dito. Alguns Padres da Igreja viram nesta tríplice confirmação de Pedro como ´Pastor do rebanho´, como que uma maneira de apagar aquelas três vezes que Pedro negou tristemente o Senhor dizendo: ´Não conheço este homem´ (Jo 18,17.25´27, Mt 26,70´75). Na verdade essa repetição tríplice era a forma solene que o hebreu usava na confirmação de uma missão. É importantíssimo notar que, mesmo após Pedro ter negado Jesus tristemente, por três vezes, ainda assim o Senhor não tirou dele a chefia do rebanho. Como então ´ podemos perguntar ´ os homens querem tirar de Pedro e do Papa o Primado da Igreja, se nem mesmo Jesus, após ter sido negado e renegado por Pedro, tirou´lhe o mandato? Se Cristo manteve Pedro como o Chefe da Sua Igreja, mesmo após a tríplice negação, seremos nós, homens, que teremos a ousadia de negar´lhe o primado? Não sejamos insensatos, ´de Deus não se zomba´ (Gal 6,7), nos ensina São Paulo. Isto mostra que atentam gravemente contra a vontade expressa do Senhor aqueles que não querem aceitar a jurisdição do Papa sobre toda a Igreja universal. Desde os primeiros séculos da Igreja, o Bispo de Roma, o Papa, exerceu este primado. Vejamos, por exemplo, o que diz São Cipriano (258), bispo de Cartago, o grande defensor da unidade da Igreja, já no terceiro século: ´O Senhor diz a Pedro: ´Eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Dar´te´ei as chaves do reino dos céus...O Senhor edifica a sua Igreja sobre um só, embora conceda igual poder a todos os apóstolos depois de sua ressurreição, dizendo: ´Assim como o Pai me enviou, eu os envio. Recebei o Espírito Santo, se perdoardes os pecados de alguém, ser´lhes´ão perdoados, se os retiverdes, ser´lhes´ão retidos. No entanto, para manifestar a unidade, dispõe por sua autoridade a origem desta mesma unidade partindo de um só. Sem dúvida, os demais apóstolos eram, como Pedro, dotados de igual participação na honra e no poder; mas o princípio parte da unidade para que se demonstre ser única a Igreja de Cristo... Julga conservar a fé quem não conserva esta unidade da Igreja? Confia estar na Igreja quem se opõe e resiste à Igreja? Confia estar na Igreja, quem abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?´ ( Sobre a Unidade da Igreja ). Vemos, portanto, que desde os primeiros séculos, os cristãos já tinham a noção exata de que sobre a cátedra de Pedro foi fundada a Igreja. São João Crisóstomo (407), bispo de Constantinopla, doutor da Igreja, dizia que: ´No interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões relativas à fé sem o consentimento do Bispo de Roma.´ ´Pedro, na verdade, ficou para nós como a pedra sólida sobre a qual se apoia a fé e sobre a qual está edificada a Igreja. Tendo confessado ser Cristo o Filho de Deus vivo, foi´lhe dado ouvir: ´Sobre esta pedra ´ a da sólida fé ´ edificarei a minha Igreja´(Mt 16,18).´ ´Tornou´se enfim Pedro o alicerce firmíssimo e fundamento da Casa de Deus, quando, após negar a Cristo e cair em si, foi buscado pelo Senhor e por ele honrado com as palavras: ´apascenta as minhas ovelhas´(Jo 21,15s). Dizendo isto, o Senhor nos estimulou à conversão, e também a que de novo se edificasse solidamente sobre Pedro aquela fé, a de que ninguém perde a vida e a salvação, neste mundo, quando faz penitência sincera e se corrige de seus pecados´ (Haer. 59,c,8).
Segundo o testemunho de Santo Ireneu (202), desde o primeiro século, a Igreja de Roma tinha a primazia do ensino. Antes de dar a lista dos doze primeiros papas, ele afirma:´Porque é com essa Igreja (de Roma), em razão de sua mais poderosa autoridade de fundação, que deve necessariamente concordar toda igreja, isto é, que devem concordar os fiéis procedentes de qualquer parte, ela, na qual sempre, em benefício dos que procedem de toda parte, se conservou a tradição que vem dos apóstolos´ (Contra as Heresias). Santo Agostinho, após a condenação do Pelagianismo, a heresia que desprezava a graça de Deus, no sínodo do ano 416, com a concordância do Papa Inocêncio I, pronunciou a frase que ficou célebre na Igreja:´Roma locuta, causa finita!´ (Roma falou, encerrada a questão!) S. Pedro Crisólogo (450) afirmava: ´No interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões relativas à fé sem o consentimento do Bispo de Roma.´ Eusébio de Cesaréia (340) dá o seu tes temunho, de que Pedro viveu e morreu em Roma: ´Pedro e Paulo, indo para a Itália, vos transmitiram os mesmos ensinamentos e por fim sofreram o martírio simultaneamente´ (História Eclesiástica, II 25,8). A História da Igreja, desde cedo, mostra que os sucessores de S. Pedro em Roma fizeram uso da sua jurisdição. Por exemplo na questão da data da festa da Páscoa, no século II, alguns cristãos da Ásia Menor não queriam seguir o calendário de Roma; o Papa S. Victor (189´199) ameaçou´os de excomunhão (cf. Hist. Ecles. Eusébio V 24, 9´18). Ninguém contestou o Bispo de Roma, o Papa; e parecia claro a todos os bispos que nenhum deles podia estar em comunhão com a Igreja universal (já chamada de católica) sem estar em comunhão com a Igreja de Roma. Isto mostra bem o primado de Pedro desde o início da Cristandade. Na Encíclica Mystici Corporis Christi, o Papa Pio XII mostrou muito bem que aqueles que não se ligam à Cabeça visível da Igreja, também não se ligam a Cristo, Cabeça da Igreja: ´Há os que se enganam perigosamente, crendo poder se ligar a Cristo, cabeça da igreja, sem aderir fielmente a seu Vigário na terra. Porque suprimindo esse Chefe visível, quebrando os laços luminosos da unidade, eles obscurecem e deformam o Corpo místico do Redentor a ponto de ele não poder ser reconhecido e achado dentro dos homens, procurando o porto da salvação eterna´. Qualquer um de nós no lugar de Jesus, após ter sido negado por Pedro, por três vezes, naquela hora terrível, teria dispensado Pedro da chefia da Igreja. Mas Jesus é diferente de todos nós ... manteve Pedro no timão da sua Barca. Parece´me que Jesus quis fazer o seu eleito, sentir fortemente a sua miséria, para nunca confiar em si mesmo, especialmente no governo da Igreja nascente. Pedro foi orgulhoso; ele havia dito a Jesus, momentos antes de Jesus ser preso: ´Senhor, estou pronto a ir contigo até a prisão e a morte´ (Lc 22,33). Ao que Jesus lhe respondeu: ´Digo´te Pedro, que não cantará hoje o galo, até que três vezes hajas negado que me conheces´ (v. 34). É importante notar que tudo isso aconteceu na mesma noite em que Jesus foi preso. Há uma verdade que os santos nos ensinam: ´é pela humilhação que nos tornamos humildes´.
Jesus deixou Pedro passar pela humilhação de negá´lo três vezes, talvez para que se tornasse humilde e apto para a chefia da Igreja. Mas é importante notar também que nessa mesma noite, Jesus disse a Pedro: ´Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo, mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos´ (Lc 22,31). Como são importantes estas palavras! Não aparece nos Evangelhos outra passagem onde se diga que Jesus orou especificamente por um Apóstolo.Satanás, quis derrubar Pedro, se possível fazer com ele, o que já tinha feito com Judas Iscariotes, mas o Senhor orou por ele: ´mas eu roguei por ti ...´. Se Pedro não desfaleceu após a tríplice negação de Jesus, se não caiu no mesmo remorso desesperador de Judas, certamente foi porque o Senhor intercedeu por ele junto do Pai. Pedro chorou amargamente o seu pecado: ´Voltando´se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor : ´hoje, antes que o galo cante, negar´me´às três vezes. Saiu dali e chorou amargamente´ (Lc 22, 61´62). Que lágrimas benditas! Lágrimas de arrependimento e de dor, mas também de confiança que vence o desespero. Com tudo isso Jesus tinha feito uma grande obra no coração do seu escolhido. Aquele olhar de Jesus para Pedro destruiu toda a presunção e orgulho do primeiro Papa. ´Voltando´se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro lembrou´se da palavra do Senhor...´(Lc 22,61). E depois de tudo isso, Jesus manteve´o no Primado da Igreja... ´Confirma os teus irmãos!´ (Lc 22.31) ´Apascenta as minhas ovelhas!´ (Jo 21,17) Esse é o ministério petrino que o Papa cumpre em todos os tempos, e que o nosso querido João Paulo II exerce viajando pelo mundo todo para confirmar na fé os seus irmãos. Já foram mais de 90 viagens pelo mundo todo... A Igreja já teve cerca de 264 Papas; chegou mesmo a ter 37 anti´Papas, que foram Papas ilegítimos; mas sempre teve o sucessor legítimo de Pedro. A permanência contínua desse ministério, contra todos os obstáculos enfrentados nesses 2000 anos, mostra´nos de maneira inequívoca de que foi instituído por Deus. É interessante notar que nenhum deles assumiu o nome de Pedro. Nunca houve o Pedro II, Pedro III; isto porque na verdade todos eles são o mesmo Pedro. Nós o chamamos de João Paulo II, mas Jesus continua a chamá´lo de Pedro. ´Tu és Pedro !´ (Mt 16,18).Certa vez São João Bosco teve um sonho profético. Viu o mar agitado pelos ventos e uma batalha acontecendo. No meio da tormenta ele viu uma grande nau dirigida pelo Papa, atravessando o oceano agitado. Duas correntes saiam de cada lado da barca e a prendiam em duas fortes colunas de alturas diferentes. Sobre a mais alta ele viu a Sagrada Hóstia num ostensório, estando escrito na sua base as palavras ´Salus credentium´ (Salvação do que crêem). Sobre a outra coluna ele viu a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora e na base as palavras: ´Auxilium Christianorum´ (Auxiliadora dos Cristãos). Deus mostrou a D. Bosco, e a nós, que essas são as três salvaguardas principais da Igreja, que não permitirão jamais as portas do inferno a vencerem: a Eucaristia, Maria e o Papa.
Devemos observar que Pedro sempre foi o lider do Colégio dos Apóstolos e seu porta´voz. Muitas são as passagens onde ele aparece como o líder, antes e depois da morte e ressurreição de Jesus, evidenciando o primado de Pedro no Colégio dos Doze. Vejamos alguns exemplos. O nome de Pedro é mencionado 171 vezes no Novo Testamento. João apenas 46 vezes, é o segundo mais citado. No catálogo dos Apóstolos, Pedro é sempre citado em primeiro lugar: ´Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João seu irmão ...´ (Mc 3,16). ´Eis os nomes dos doze apóstolos: ´o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão ...´ (Mt 10,1´4). ´Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos : Simão, a quem deu o nome de Pedro; André seu irmão...´ (Lc 6,12´16). Após a ressurreição de Jesus, continua Pedro sempre citado em primeiro lugar: ´Tendo entrado no Cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles : ´Pedro e João, Tiago, André ...´ (At 1,13). Por outro lado, Pedro aparece sempre como o ´porta´voz´ do Grupo: ´Então perguntou´lhes Jesus: ´E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: ´Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!´ (Mt 16,15´16). É interessante notar que Pedro é também o escolhido pelo Pai para revelar aos outros a divindade de Jesus. ´Feliz és Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus´ (Mt 16,17). Em outras ocasiões Pedro toma a frente: ´Pedro começou a dizer´lhe: ´Eis que deixamos tudo e te seguimos´ (Mc 10,28). ´Então Pedro se aproximou dele e disse: ´Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim ? Até sete vezes?´ (Mt 18,21). ´Disse´lhe Pedro: ´Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos? ´ (Lc 12,41). No momento difícil, após o discurso sobre a Eucaristia, quando Jesus ´checou´ até o fundo a fé dos discípulos, é Pedro quem responde : ´Então Jesus, perguntou aos Doze: ´Quereis vós também retirar´vos ? Respondeu´lhe Simão Pedro: ´Senhor, a quem iríamos nós ? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus´(Jo 6,67´69). Essas passagens mostram bem a ´escolha´ de Pedro. Em muitas outras encontramos essa expressão ´Pedro e os seus´: ´Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham deixado vencer´se pelo sono ...´ (Lc 9,32) ´Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia ...´ (Mc 16,7). É relevante notar que Jesus orou por Pedro... (Lc 22,31).
Tudo isto mostra a necessidade do Papa para a Igreja. A Pedro o Senhor quis confiar uma missão especial, simbolizado pela palavra ´Kephas´, que quer dizer Rocha, fundamento sólido sobre o qual se ergueria o edifício da Igreja, que haveria de perdurar até o fim do mundo. Por isso, o seu fundamento também há de ser duradouro; daí vemos claramente que as faculdades, os poderes dado a Pedro, hão de ser transmissíveis aos seus sucessores, como desde o princípio os Apóstolos e seus sucessores assim entenderam. Desde o início os demais Apóstolos entenderam a missão especial de Pedro, conferida a ele por Jesus, e o respeitaram. Um fato que mostra bem isso foi, por exemplo, o que aconteceu no dia de Pentecostes. É Pedro quem toma a palavra para falar ao povo : ´Pedro, de pé com os Onze, ergueu a voz e assim lhes falou: ´Homens da Judéia, e habitantes todos de Jerusalém ...´ (At 2,14 s). Em outra ocasião: ´Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu´lhes : ´Chefes do povo e anciãos, ouvi´me ...´ (At 4,8s). É bom recordarmos que o único Apóstolo que ficou aos pés da cruz do Senhor crucificado foi João; mas, ainda assim Pedro permaneceu o lider, o porta´voz deles, o chefe da Igreja, como Jesus havia querido. ´À vista disso, Pedro dirigiu´se ao povo: Homens de Israel, por que vos admirais disto?´ (At 3,12´25). Outro fato importantíssimo do exercício dos poderes de Pedro, foi a admissão do primeiro pagão (Cornélio) na Igreja, em Jope, aceita por ele. Isto era algo inadmissível para os judeus. Mas Jesus mostrou a Pedro que veio salvar a todos; e, depois que Pedro viu o Espírito Santo ´cair sobre os que ouviam a palavra´ (At 10,44) na casa de Cornélio, não teve dúvidas de batizar a todos da sua casa : ´Pode´se, porventura, recusar a água do batismo a esses que, como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo´ (At 10,44´45). Esta foi a primeira vez que os pagãos (os não judeus) foram admitidos na Igreja; isto é, batizados; e por decisão de Pedro. Leia todo o texto de At 10, 1´48. Somente Pedro tinha esta autoridade. Se esta decisão ´história´ fosse tomada por outro, certamente seria muito difícil de ter sido aceita em Jerusalém. Mas, quando Pedro voltou para lá, e expôs cuidadosamente os fatos, todos aceitaram: ´Os apóstolos e os irmãos da Judéia ouviram dizer que também os pagãos haviam recebido a palavra de Deus. E quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis que eram da circuncisão repreenderam´no: ´Por que entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles?´ Mas Pedro fez´lhes uma exposição de tudo o que acontecera....´ ´Depois de terem ouvido essas palavras, eles se calaram e deram glória a Deus dizendo: ´Portanto também aos pagãos concedeu Deus o arrependimento que conduz à vida´(At 11,1´18). É relevante o fato do Senhor ter introduzido os pagãos na Igreja, pelo Batismo, exatamente através de Pedro. Mais uma vez Pedro... Outro fato marcante na vida da Igreja primitiva, e que mostra claro os poderes de Pedro, foi na realização do Primeiro Concílio universal; o de Jerusalém, no ano 49. Toda a polêmica girou em torno da necessidade da circuncisão antes do pagão ser batizado. São Paulo e S. Barnabé ensinavam, na forte comunidade de Antioquia, que não era necessário a circuncisão; mas alguns cristãos, vindos de Jerusalém à Antioquia ensinavam o contrário. Houve conflito. ´Alguns homens, descendo da Judéia [à Antioquia], puseram´se a a ensinar aos irmãos o seguinte: ´Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos´.
Originou´se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu´se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os Apóstolos e os anciãos em Jerusalém´ (At 15,1´3). Por isso aconteceu o primeiro Concílio da Igreja. Ouçamos a narração de S. Lucas : ´Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou´se e lhes disse: ´Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem ... Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo [circuncisão] que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Nós cremos que pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seremos salvos, exatamente como eles. Toda a assembléia o ouviu silenciosamente´ (At 15,1´12). Só ´depois de terminarem´ (v.13) é que Tiago toma a palavra para corroborar e completar o que Pedro decidiu. Não sei sob que fundamentos alguns livros protestantes querem afirmar que foi Tiago, e não Pedro, quem presidiu o Concílio de Jerusalém. Basta ler Atos15, para se tirar facilmente a conclusão. É interessante notar também o que Pedro lembra a todos: ´há muito tempo Deus me escolheu dentre vós...´ É relevante notar ainda que Paulo e Barnabé, bem como a importante comunidade cristã de Antioquia, a mais antiga depois da de Jerusalém, não resolveu a questão da circuncisão por ela mesma, mas foram levar a decisão para Pedro e os Apóstolos em Jerusalém. Isto mostra que no Cristianismo nunca ouve comunidades ´independentes´ ou igrejas que viviam independentes dos Apóstolos. A Igreja primitiva sempre esteve sob a jurisdição dos Apóstolos e de Pedro, como podemos ver em vários fatos. ´Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuiam terras ou casas vendiam´nas, e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam´no aos pés dos apóstolos´ (At 4,35). No episódio triste de Ananias e Safira, é pelas mãos de Pedro que eles recebem a punição de Deus pelo seu pecado: ´Pedro, porém disse : ´Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo ...´. Ao ouvir essas palavras Ananias caiu morto´ (At 5,3´6). É belo notar que: ´...traziam os doentes para as ruas e punham´nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles´ (At 5,15). Quando o sumo Sacerdote e os doutores da lei quiseram obrigar os Apóstolos ao silêncio, ´Pedro e os Apóstolos replicaram: ´importa obedecer antes a Deus do que aos homens´ (At 5,29). Sempre Pedro está na frente; e junto com os Apóstolos. Não há como negar o primado de Pedro à frente da Igreja primitiva. A jurisdição dos Apóstolos sobre a Igreja sempre se fez valer, e jamais, repito, houve ´igrejas independentes´, até a triste reforma protestante de 1517: ´Os Apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram´lhe Pedro e João.
Estes, assim que chegaram fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo ... Então os dois Apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo´ (At 8,14´17). A partir deste episódio a Igreja foi descobrindo o Sacramento da Crisma, ministrado pelo Bispo. Isto mostra que os Apóstolos governavam toda a Igreja primitiva. Após a perseguição que se seguiu à morte de Estevão, muitos gentios se converteram em Antioquia, pela pregação dos dispersos que lá se refugiaram. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé à Antioquia (At 11,19´22). A Igreja de Jerusalém mantinha a vigilância. São Lucas registra que : ´Em cada Igreja [os apóstolos] instituiam anciãos e, após orações com jejuns encomendavam´nos ao Senhor, em quem tinham confiado´ (At 14,23). Esses fatos mostram claro que as igrejas particulares nunca foram independentes dos Apóstolos, e de Pedro especialmente, como querem os irmãos separados da Igreja Católica. Toda a Tradição apostólica confirma isto. São Pedro foi martirizado em Roma. As escavações realizadas sob a basílica do Vaticano nos últimos decênios, bem como os escritores antigos, confirmam isto. Os arqueólogos descobriam um túmulo cristão sob a basílica vaticana, em meio a túmulos pagãos. Esse túmulo cristão tinha acesso por uma via que devia ser muito frequentada. Foram encontradas junto a esse túmulo numerosas inscrições a carvão (graffiti), fazendo menção ao Apóstolo Pedro. Encontraram ossos de um indivíduo de 60 a 70 anos, que é muito provavelmente de S. Pedro. Quando Pedro morreu, no ano 67, os cristãos ainda não tinham cemitérios próprios, e por isso o enterraram em um cemitério pagão. Foi o imperador romano Constantino, filho de Santa Helena, que convertido ao Cristianismo, construiu a basílica de S. Pedro, no século IV. É importante notar que ele podia ter escolhido, ao lado do local onde a Basílica foi construída, um terreno mais adequado, plano e grande: o chamado ´Circo de Nero´. Ao contrário, mandou edificar a Basílica sobre um terreno fortemente inclinado e já ocupado por um cemitério, que era um local respeitado pelos romanos. Se Constantino preferiu o local acidentado e ´desrespeitou´ o cemitério, construindo sobre ele a Basílica, é porque deve ter tido uma razão forte, exatamente a presença do túmulo de São Pedro ali. Por todas essas razões os Bispos de Roma são os sucessores de Pedro, com jurisdição sobre toda a Igreja. A Igreja Católica é chamada também de Romana por ter a sua sede, a Santa Sé, em Roma. Esta denominação, embora não seja uma exigência doutrinária, não é gratuita. Firmando a sede da Sua Igreja exatamente no coração do Império Romano, aquele que quis destruir a Igreja, que sacrificou milhares de mártires, com isto Cristo mostrou ao mundo que a Sua Igreja é invencível, e que jamais os poderes do inferno a vencerão. Sua promessa se cumpre. O império romano, talvez o maior império que a humanidade já conheceu, não conseguiu vencer aqueles Doze homens simples da Galiléia; ao contrário, foi ´engolido´ pelo cristianismo. No ano 313 o imperador Constantino, filho de Santa Helena, assinava o Edito de Milão, que acabava com a perseguição contra os cristãos em todo o império. Pouco tempo depois, o imperador Teodósio oficializava o cristianismo como a religião oficial do império. Um pouco depois, um último imperador, Juliano, que passou à história com o apelido de ´o apóstata´, ainda quis voltar atrás e reinstaurar o paganismo em Roma; mas já era tarde. Dizem que morreu com esta frase nos lábios: ´Tu venceste ó Galileu!´. Como disse muito bem Daniel Rops, ´o Império se ajoelhou diante da Cruz!´ E isto na Roma dos Césares. Por isso a Igreja é romana.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PAPA&id=pap0049
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Coroação se S. Luís.
Sagração de S. Luís IX, na Catedral de Reims.

